domingo, 29 de janeiro de 2012

A Influência do Suporte Familiar na Depressão em Adolescentes

Resumo: Sendo a depressão uma doença afetiva ou de humor, na qual há alterações psíquicas e orgânicas, que comprometem o físico, os pensamentos e as emoções, considera-se dentre seus múltiplos fatores, o apoio familiar como um dos principais por ser fundamental no desenvolvimento do indivíduo. Objetivando o estudo acerca da influência exercida pela família sobre o adolescente depressivo, o presente artigo busca conceituar a depressão, ao passo que caracteriza o jovem atingido por esse transtorno. Elenca, ainda, modos de prevenção e tratamento para o mesmo, com foco no apoio familiar, que, sendo ausente, pode ocasionar consequências também retratadas no decorrer deste trabalho. Adota uma pesquisa bibliográfica exploratória com base em análise de artigos científicos, pesquisas em livros e monografias, em meio eletrônico ou não. Por fim, o suporte familiar influencia na forma como o indivíduo se vê e como interpreta as informações vindas da sociedade, sendo de fundamental importância nessa fase do desenvolvimento humano que envolve grandes mudanças.
Palavras-chave: Adolescência. Depressão. Suporte. Família.

Introdução

Considerada um dos principais transtornos da atualidade, a depressão, pode ter um aumento significativo de casos até 2020, segundo dados de pesquisa da Organização Mundial de Saúde – OMS. A mesma pode ocorrer em todas as faixas etárias, sendo uma das maiores ameaças do equilíbrio do bem estar humano.

A origem da depressão está ligada a diversos fatores, como genéticos, psicológicos, ambientais e sociais, que podem afetar de diversas maneiras cada indivíduo depressivo. Devido a essa pluralidade de sua origem, e à complexidade de seus sintomas, há dificuldade de seu reconhecimento precoce, prejudicando consequentemente o desenvolvimento preventivo de seu diagnóstico.

A depressão é vista com maior frequência entre os adultos. Então, desperta-se a curiosidade de pesquisa sobre esse transtorno de humor na adolescência, por ser essa uma fase que ocorre entre a infância e a idade adulta, em que o indivíduo sofre várias transformações, tanto físicas, como psicológicas, possibilitando o surgimento de comportamentos irreverentes e desafiantes. É nesta fase onde também ocorre o desenvolvimento do autoconceito, autoestima e de conceitos mais complexos. O adolescente depressivo se percebe como alguém desinteressante e incapaz de contribuir com algo positivo ou construtivo, daí a importância do suporte familiar como influenciador no surgimento e tratamento do adolescente afligido por esse transtorno de humor.

Desta forma, esse estudo enfoca o suporte familiar como sendo um importante influenciador para o desenvolvimento de um adolescente depressivo, através de um histórico genético propício a doenças psíquicas ou de outras variáveis existentes no mesmo, que incluem a importância do apoio da família durante a recuperação do indivíduo.

Este trabalho se justifica ainda pela necessidade acadêmica de se fazer um estudo mais sistematizado sobre o assunto em foco, esperando que este possa também contribuir em nível de esclarecimento para a sociedade em geral sobre a importância da base familiar, tendo essa uma direta influencia na forma como o indivíduo se auto - avalia e como avalia as informações provindas do meio externo, assim como para o esteio emocional da criança e adolescente.

Com o objetivo final de estabelecer noções que possa nos transmitir uma melhor compreensão de como o suporte familiar pode influenciar na origem, evolução e recuperação dos transtornos depressivos no adolescente, foi realizada uma pesquisa em literaturas já existentes, voltada para uma análise conceitual.

Depressão e Adolescência

Os transtornos de humor, nos quais a depressão está inserida, constituem um grupo de condições clínicas caracterizadas pela perda do senso de controle e uma experiência subjetiva de grande sofrimento, sendo que esses acabam por comprometer a vida social, profissional e interpessoal do indivíduo. Embora a principal característica dos estados depressivos seja a proeminência dos sintomas de tristeza ou vazio, nem todos os depressivos relatam a sensação da mesma.

Del Porto (1999) caracteriza a depressão sob três aspectos:

“[...] Enquanto sintoma, a depressão pode surgir nos mais variados quadros clínicos, entre os quais: transtorno de estresse pós-traumático, demência, esquizofrenia, alcoolismo, doenças clínicas, etc. Pode ainda ocorrer como resposta a situações estressantes, ou a circunstâncias sociais e econômicas adversas. Enquanto síndrome, a depressão inclui não apenas alterações do humor (tristeza, irritabilidade, falta da capacidade de sentir prazer, apatia), mas também uma gama de outros aspectos, incluindo alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas. Finalmente, enquanto doença, a depressão tem sido classificada de várias formas, na dependência do período histórico, da preferência dos autores e do ponto de vista adotado. Entre os quadros mencionados na literatura atual encontram-se: transtorno depressivo maior, melancolia, distimia [...]”

O termo depressão, na linguagem corrente, tem sido empregado para designar tanta um estado afetivo normal (a tristeza), quanto um sintoma, uma síndrome e uma (ou várias) doença(s). Embora a característica mais típica dos estados depressivos seja a proeminência dos sentimentos de tristeza ou vazio, nem todos os pacientes, segundo Porto (1999), relatam a sensação subjetiva de tristeza. Muitos referem, sobretudo, a perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades em geral e a redução de interesse pelo ambiente.

As classificações e características da depressão podem ser encontradas no DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), assim como na CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde), os quais tornam mais claro o entendimento sobre esse transtorno de humor.

A adolescência é um momento de profundas transformações, tanto com o seu corpo quanto com a sociedade. A psicanálise define essa fase como sendo a relação do jovem com o luto, que é o momento em que o mesmo tem um desligamento com os seus pais, dando-se assim um extremo rompimento com a fantasia infantil.

A nossa sociedade define a inserção do adolescente no mundo adulto a partir dos seus relacionamentos com a maturidade, a independência, auto determinação, a responsabilidade e a atividade sexual efetivamente adulta. O adolescente é uma pessoa em crise, no momento em que está desestruturando e reestruturando tanto seu mundo interior como suas relações com o mundo exterior.

Quando uma doença surge na vida de um indivíduo, traz consigo alterações e transformações não só no organismo como também no modo de vida e nas relações sociais do mesmo. Se tratando de uma sintomatologia como a depressão em adolescentes, estas implicações são bastante sérias, uma vez que, não diagnosticadas satisfatoriamente no início do seu desenvolvimento, podem provocar sequelas bastante fortes, como relatam Aragão et al (2009). De fato, observou-se nas duas últimas décadas um aumento muito grande do número de casos de depressão com início na infância e na adolescência. Para conviver com essas implicações, os indivíduos constroem representações sociais que lhes auxiliam na atribuição de sentido para orientar seus comportamentos no decorrer da experiência com a doença.

A depressão entre os adolescentes está mais presente no sexo feminino. As principais causas que levam um adolescente à depressão são a falta de diálogo com os pais, casos de divórcio, dificuldades econômicas e a utilização de bebidas alcoólicas pelos pais. (Del Porto, 1999)

As formas de diagnosticar esse transtorno nos adolescentes são através do Inventário de Depressão de Beck, do Teste de Associação Livre de Palavras, e, por fim, entrevistas semiestruturadas. Os principais sintomas são a irritabilidade, instabilidade, crises de explosão, raiva e graves problemas de comportamento, sendo esses bastante sérios, e uma vez não diagnosticados no início, podem provocar sequelas graves. (Aragão et al, 2009)

Quando o adolescente está em depressão, segundo a psicanálise, ele pode estar querendo se afastar do mundo para encontrar novas escolhas para sua vida. (Lage, Monteiro, 2007)

A Relação da Família com o Adolescente Depressivo

A família, de uma forma geral, é considerada o fundamento básico e universal das sociedades, por se encontrar em todos os agrupamentos humanos, embora variem as estruturas e funcionamentos. A mesma se define como um grupo social, cujos membros estão unidos por laços de parentesco, e paralelamente sofrem influência do ambiente familiar. (Gonçalves, 2006)

A família é um grupo natural que, através do tempo, tem desenvolvido padrões de interação que, por sua vez, governam o funcionamento dos membros da mesma, delineando sua gama de comportamentos e facilitando sua interação. Porém, nem sempre a família é flexível o bastante para proporcionar esse desenvolvimento de acordo com as mudanças das situações que ocorrem.

Por suporte familiar pode-se entender a quantidade de pessoas que moram na casa e suas respectivas funções. É considerada ótima quando houver na família altos índices de carinho e permissão para autonomia e independência. Segundo Alves et al (2008), aqueles que têm a ausência do suporte social ou familiar, estariam mais predispostos a apresentarem um distúrbio psicológico/psiquiátrico quando submetidos a eventos estressantes. Sendo que os relacionamentos pobres na infância e adolescência contribuem significativamente para a aquisição de personalidades vulneráveis, as quais auxiliam na propensão para depressão e modelos insatisfatórios de relacionamento.

Os aspectos familiares devem ser considerados como fundamentais na etiologia ou manutenção da depressão em crianças e adolescentes, já que é nesta fase que se observa uma influência muito grande da família no desenvolvimento do indivíduo.

De acordo com Gonçalves (2006), p. 42:

“[...] A relação família-depressão tem-se fundamentado nos princípios da aprendizagem e sugerem que os relacionamentos familiares, para contribuírem de forma positiva para o tratamento do adolescente depressivo devem dar uma atenção especial nas condições afetivas, que são experenciadas por todos os integrantes da família. A experiência de amar e ser amado é uma das condições essenciais para o desenvolvimento sadio do homem, um sólido alicerce de amor paterno durante a infância dá ao jovem recursos incalculáveis ao ingressar na adolescência, assim, o adolescente se sente amado, não corre o risco de se sentir rejeitado pela família, facilitando uma visão satisfatória sobre o suporte familiar, proporcionando sentimentos de bem estar no adolescente, o que se torna inconsciente com a depressão.”

Assim, relacionamentos sociais construtivos com os membros da família e amigos, podem proporcionar sentimentos de bem estar no adolescente, o que é preventivo à depressão.

Conclusão

Através das reflexões feitas sobre a influência do suporte familiar no adolescente depressivo, percebe-se a necessidade de se entender mais sobre o respectivo transtorno de humor, que através dos fundamentos teóricos estudados, entendem-se os inúmeros fatores que contribuem para o seu surgimento, e quão importante é a relação da família com o indivíduo depressivo, principalmente no que tange a fase da adolescência, por ser essa constituída de transformações e grandes incertezas do próprio indivíduo que está em processo de construção da sua identidade.

É importante observar a fundamental importância que existe na relação entre a família e o adolescente depressivo, afinal, essa influencia e é influenciada pelo adolescente, tendo grande destaque neste processo.

Por fim, é importante ressaltar que a relação familiar pode vir a influenciar a origem, a evolução e recuperação do adolescente depressivo, sendo que não existe apenas um fator isolante e sim um conjunto de fatores, no qual o suporte familiar faz parte.



Fonte: A Influência do Suporte Familiar na Depressão em Adolescentes - Saúde Mental - Psicopatologia - Psicologado Artigos http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/saude-mental/a-influencia-do-suporte-familiar-na-depressao-em-adolescentes#ixzz1ks38SOw2

http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/saude-mental/a-influencia-do-suporte-familiar-na-depressao-em-adolescentes

Esquizofrenia - Características Clínicas

De acordo com o DSM-VI os sintomas característicos de Esquizofrenia envolvem uma faixa de disfunções cognitivas e emocionais que acometem a percepção, o pensamento inferencial, a linguagem e a comunicação, o monitoramento comportamental, o afeto, a fluência e produtividade do pensamento e do discurso, a capacidade hedônica, a volição, o impulso e a atenção.

Wang, Minatogaia e Tavares (2006) identificam as seguintes períodos evolutivas da doença:

Fase prodrômica: onde há retraimento social gradual, diminuição de interesses, mudanças na aparência e higiene, alterações cognitivas, comportamento bizarro ou excêntrico;

Fase ativa: quando há alterações na forma e conteúdo do pensamento, distorções da percepção, prejuízo da volição, inadequação do afeto, alteração do juízo, declínio cognitivo e de funcionamento social.

Fase residual: ausência de sintomas da fase ativa, porém, há evidencia de perturbação, como por exemplo, a existência de crenças bizarras, experiências perceptuais incomuns, afeto inadequado.

É importante destacar que nenhum sintoma isolado é patognomônico de Esquizofrenia; o diagnóstico envolve o reconhecimento de uma constelação de sinais e sintomas associados com prejuízo no funcionamento ocupacional ou social. O diagnostico não pode basear-se apenas no exame do estado mental. A historia do sujeito é essencial. Os sintomas podem mudar com o tempo.

Sinais e Sintomas pré-mórbidos

Os sinais e sintomas pré-mórbidos precedem à fase prodrômica da doença. Aparecem antes de o processo patológico tornar-se evidente.

A história pré-mórbida típica (embora variável) dos pacientes esquizofrênicos é de sujeitos que apresentavam personalidades esquizóides ou esquizotípicas. Esse tipo de personalidade é caracterizada como quieta, passiva e introvertida. (Kaplan e Sadock, 1997)

Embora a primeira hospitalização seja frequentemente considerada o começo do transtorno, sinais e sintomas frequentemente estiveram presentes por meses ou mesmo por anos. As primeiras queixas podem ter sido relacionadas a sintomas somáticos, como cefaléia, dor lombar ou muscular, fraqueza e problemas digestivos.
No estagio pré-mórbido o sujeito pode começar a desenvolver um novo interesse por idéias abstratas, filosofia, ocultismo ou questões religiosas.

Kaplan e Sadock (1997) alertam para o fato de que a aparência do paciente pode variar amplamente, desde uma pessoa completamente desarrumada, que grita e se mostra agitada, até uma pessoa obsessivamente arrumada, completamente calada e imóvel.

O paciente pode ser tagarela ou exibir posturas bizarras. O comportamento pode tornar-se agitado ou violento, sem provocação ou razão evidente, mas, geralmente, em resposta a alucinações.

Na catatonia o sujeito aparece completamente sem vida, exibindo sinais de mutismo, negativismo e obediência automática. Os pacientes catatônicos podem ficar sentados imóveis e mudos e moverem-se apenas quando dirigidos.

Depressão

A depressão pode ser um aspecto da psicose aguda e um efeito de um episódio psicótico. Alguns estudos indicam que cerca de 25% de todos os pacientes esquizofrênicos preenchem os critérios diagnósticos para transtorno depressivo pós-psicótico da esquizofrenia. Kaplan e Sadock (1997) dizem que alguns estudos indicam que a depressão correlaciona-se com a presença de sintomas extrapiramidais induzidos por antipsicóticos.
Respostas afetivas

Dois sintomas afetivos comuns da esquizofrenia incluem resposta emocional reduzida e emoções demasiadamente ativas e inadequadas, como extremos de ansiedade, raiva e felicidade. Um afeto plano ou embotado pode ser um sintoma da esquizofrenia ou, de efeitos colaterais de parkinsonismo induzidos por medicamentos anti-psicóticos ou de depressão.

O DSM-IV caracteriza os sintomas esquizofrênicos como enquadrando-se em duas amplas categorias — positivos e negativos. Os sintomas positivos parecem refletir um excesso ou distorção de funções normais, enquanto os sintomas negativos parecem refletir uma diminuição ou perda de funções normais.

Os sintomas positivos incluem distorções ou exageros do pensamento inferencial (delírios), da percepção (alucinações), da linguagem e comunicação (discurso desorganizado) e do monitoramento comportamental (comportamento amplamente desorganizado ou catatônico). Os sintomas negativos incluem restrições na amplitude e intensidade da expressão emocional (embotamento do afeto), na fluência e produtividade do pensamento (alogia) e na iniciação de comportamentos dirigidos a um objetivo (avolição).

Os delírios

Os delírios são crenças errôneas, habitualmente envolvendo a interpretação falsa de percepções ou experiências. Seu conteúdo pode incluir uma variedade de temas (por ex., persecutórios, referenciais, somáticos, religiosos, ou grandiosos).

Os delírios persecutórios são os mais comuns; neles a pessoa acredita estar sendo atormentada, seguida, enganada, espionada ou ridicularizada. Os delírios de referência também são comuns; neles a pessoa crê que certos gestos, comentários, passagens de livros se referem a ele.

Os delírios podem ser muito variados na esquizofrenia. Os pacientes podem crer que uma entidade externa está controlando seus pensamentos e ou comportamento ou, inversamente, que ele está controlando eventos externos de alguma forma extraordinária (por exemplo, fazendo com que o sol se levante e evitando terremotos). Podem ter uma preocupação intensa e consumidora com idéias esotéricas, abstratas, simbólicas, psicológicas ou filosóficas. Também podem demonstrar preocupações acerca de condições somáticas supostamente ameaçadoras à vida, mas completamente bizarras e implausíveis.

O DSM-IV esclarece que, embora os delírios bizarros sejam considerados especialmente característicos da Esquizofrenia, pode ser difícil avaliar o grau de "bizarria", especialmente entre diferentes culturas. Os delírios são considerados bizarros se são claramente implausíveis e incompreensíveis e não derivam de experiências comuns da vida. Um exemplo de delírio bizarro é a crença de uma pessoa de que um estranho retirou seus órgãos internos e os substituiu pelos de outra, sem deixar quaisquer cicatrizes ou ferimentos. Um exemplo de delírio não-bizarro é a falsa crença de estar sob vigilância policial. Os delírios que expressam uma perda de controle sobre a mente ou o corpo geralmente são considerados bizarros; eles incluem a crença da pessoa de que seus pensamentos foram retirados por alguma força externa ("extração de pensamentos"), que pensamentos estranhos foram colocados em sua mente ("inserção de pensamentos") ou que seu corpo ou ações estão sendo manipulados por alguma força externa ("delírios de controle").

A “perda dos limites do ego” descreve a falta de um sentimento claro de onde termina o próprio corpo, mente e influência do paciente e onde iniciam os de outros objetos inanimados e animados. Pode ocorrer também o sentimento de que o paciente fundiu-se fisicamente com um objeto externo ou que se desintegrou e fundiu-se com todo o universo.

As alucinações

As alucinações podem ocorrer em qualquer modalidade sensorial (por ex., auditivas, visuais, olfativas, gustativas e táteis), mas as alucinações auditivas são, de longe, as mais comuns e características da Esquizofrenia, sendo geralmente experimentadas como vozes conhecidas ou estranhas, que são percebidas como distintas dos pensamentos da própria pessoa. O conteúdo pode ser bastante variável, embora as vozes pejorativas ou ameaçadoras sejam especialmente comuns.

As alucinações devem ocorrer no contexto de um sensório claro; aquelas que ocorrem enquanto o indivíduo adormece (hipnagógicas) ou desperta (hipnopômpicas) são consideradas parte da faixa de experiências normais. Experiências isoladas de ouvir o próprio nome sendo chamado ou experiências que não possuem a qualidade de uma percepção externa (por ex., zumbidos na própria cabeça) também não são consideradas alucinações características da Esquizofrenia. As alucinações podem ser também um componente normal de uma experiência religiosa, em certos contextos culturais.

A desorganização do pensamento

O discurso dos indivíduos com Esquizofrenia pode ser desorganizado de variadas maneiras. Incluem afrouxamento de associações, descarrilamento, incoerência, tangencialidade, circunstancialidade, neologismos, ecolalia, verbigeração, salada de palavras e mutismo.

A pessoa pode "sair dos trilhos", saltando de um assunto para outro ("descarrilamento" ou "associações frouxas"); as respostas podem estar obliquamente relacionadas ou não ter relação alguma com as perguntas ("tangencialidade"); raramente, o discurso pode estar desorganizado de forma tão severa, que é praticamente incompreensível e se assemelha à afasia receptiva em sua desorganização lingüística ("incoerência", "salada de palavras").

Comportamento amplamente desorganizado

Segundo o DSM-IV o comportamento pode manifestar-se de variadas maneiras, indo desde o comportamento tolo e pueril até a agitação imprevisível. Podem ser notados problemas em qualquer forma de comportamento dirigido a um objetivo, acarretando dificuldades no desempenho de atividades da vida diária, tais como organizar as refeições ou manter a higiene. A pessoa pode parecer mostrar-se acentuadamente desleixada, vestir-se de modo incomum, pode exibir um comportamento sexual nitidamente inadequado ou uma agitação imprevisível e sem um desencadeante.

O comportamento muito desorganizado deve ser diferenciado de um comportamento meramente desprovido de objetivos e do comportamento organizado motivado por crenças delirantes. Similarmente, alguns casos de comportamento inquieto, irado ou agitado não devem ser considerados evidência de Esquizofrenia, especialmente se a motivação for compreensível.

Os comportamentos motores catatônicos

Incluem uma diminuição acentuada na reatividade ao ambiente, às vezes alcançando um grau extremo de completa falta de consciência (estupor catatônico), manutenção de uma postura rígida e resistência aos esforços de mobilização (rigidez catatônica), resistência ativa a instruções ou tentativas de mobilização (negativismo catatônico), adoção de posturas inadequadas ou bizarras (postura catatônica), ou excessiva atividade motora sem propósito e não estimulada (excitação catatônica).

Os sintomas catatônicos são inespecíficos e podem ocorrer em outros transtornos mentais e em condições médicas gerais (Transtorno Catatônico Devido a uma Condição Médica Geral) e Transtornos do Movimento Induzidos por Medicamentos (Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos).

Embotamento afetivo

É especialmente comum e se caracteriza pelo fato de o rosto da pessoa mostrar-se imóvel e irresponsivo, com pouco contato visual e linguagem corporal reduzida.

Alogia (pobreza do discurso)

É manifestada por respostas breves, lacônicas e vazias. O indivíduo com alogia parece ter uma diminuição dos pensamentos, refletida em uma redução da fluência e produtividade do discurso.

Avolição

Caracteriza-se por incapacidade de iniciar e persistir em atividades dirigidas a um objetivo. A pessoa pode ficar sentada por longos períodos de tempo e demonstrar pouco interesse em participar de atividades profissionais ou sociais. São inespecíficos e podem decorrer de uma variedade de outros fatores (por ex., em conseqüência de sintomas positivos, efeitos colaterais de medicamentos, Transtorno do Humor, subestimulação ambiental ou desmoralização). O isolamento social ou a pobreza do discurso podem ter uma compreensão melhor do que como sintomas negativos, se ocorrerem como conseqüência de um sintoma positivo (por ex., um delírio paranóide ou uma alucinação proeminente). Os medicamentos neurolépticos freqüentemente produzem efeitos colaterais extrapiramidais que se assemelham muito ao embotamento afetivo ou à avolição.

A distinção entre os verdadeiros sintomas negativos e os efeitos colaterais de medicamentos depende de um discernimento clínico envolvendo a gravidade dos sintomas negativos, a natureza e tipo de medicamento neuroléptico, os efeitos de um ajuste da dosagem e os efeitos de medicamentos anticolinérgicos.

Segundo o DSM-IV os indivíduos podem ainda expressar uma variedade de crenças incomuns ou estranhas que não possuem proporções delirantes (por ex., idéias de referência ou pensamento mágico); eles podem ter experiências perceptuais incomuns (por ex., sentir a presença de uma pessoa ou força invisível na ausência de alucinações constituídas); seu discurso pode ser geralmente compreensível, porém digressivo, vago ou demasiadamente abstrato ou concreto; seu comportamento pode ser peculiar, mas não amplamente desorganizado (por ex., resmungar para si mesmo, colecionar objetos estranhos e visivelmente sem valor).



Fonte:
Esquizofrenia - Características Clínicas - Transtornos Psíquicos - Psicopatologia - Psicologado Artigos http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/transtornos-psiquicos/esquizofrenia-caracteristicas-clinicas#ixzz1ks05HTKd

Afinal, o ponto G existe?


Pesquisa afirma que a zona erógena é pura ilusão; conversamos com 10 feras no assunto


Recente pesquisa britânica trouxe um velho tema às manchetes: o ponto G. Segundo o estudo do londrino King's College, a zona erógena feminina - que seria capaz de elevar o prazer ao nível máximo - pode ser fruto da imaginação das mulheres - estimuladas pela mídia. Para debater a questão, o Delas conversou com especialistas no assunto, que colocam o tal ponto mágico no seu devido lugar:

"O ponto G não é anatomicamente definido. Ele é imaginário e habitualmente relacionado ao teto da vagina, que é uma zona erógena bem próxima ao clitóris. Por ser muito sensível, gera excitação e lubrificação.” César Eduardo Fernandes, ginecologista e presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

“Apontar a existência do ponto G é estigmatizar a mulher, o que cria apenas ansiedade e cobrança. O ponto G é uma resposta sexual feminina a um estímulo associado ao desejo, porém diversos fatores - como fisiológico, psicológico e emocional - determinam qual é a capacidade da mulher se entregar na relação." Paulo Bonança, psicólogo, sexólogo e membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana.

“Eu não acredito em Ponto G. Há uma rugosidade diferente em determinada área da vagina, mas isso não quer dizer que as mulheres sintam mais prazer naquele ponto, tudo depende de como ela for estimulada. Na verdade, costumo brincar que a mulher tem dois pontos G: um em cada ouvido.” Sylvia Faria Marzano, urologista, terapeuta sexual e diretora geral do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP).

“A existência (ou ausência) do Ponto G não é fundamental para que a mulher sinta prazer, e sim o conhecimento dos seus próprios pontos sensíveis: estimular a mama, a nuca ou até mesmo entre os dedos dos pés pode gerar muito prazer.” Alfredo Romero, especialista em sexualidade e diretor do Instituto Brasileiro para a Saúde Sexual.

“Cada mulher tem um ponto especial, um desejo, um tipo de toque. Ela descobre locais de prazer que pode dar o nome de ponto G, ou não”. Otavio Leal, professor de tantra.

"Eu não acredito em ponto G, o abecedário é muito grande e o G fica no meio do caminho. A mulher até pode ter um espessamento maior no ponto da vagina que fica atrás da bexiga - pesquisadores dizem ser uma reminiscência da próstata que não se desenvolve no período de gestação - porém também existem outras áreas sensíveis. O prazer dela está mais ligado a sua autoestima, ao parceiro e principalmente ao autoconhecimento. A mulher pode gozar muito mais com o carinho do que com a penetração, tudo depende do momento em que ela está.” Amaury Mendes Júnior, sexólogo e terapeuta.

“Cada pessoa tem pontos específicos com maior sensibilidade, essas são as zonas erógenas, áreas do corpo que apresentam maior irrigação nervosa. Dizer que existe um ponto G é algo exagerado. A região do períneo (entre a vulva e o ânus), por exemplo, é muito sensível ao toque, e existem outras áreas do corpo que também podem ser estimuladas. O segredo é ter autoconhecimento, descobrir o que pode ser excitante e explicar isso para o parceiro." Ivaldo Silva, ginecologista e professor do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

“Por não ser um ponto específico, o ponto G ganha agora o conceito de ‘área’, que é chamada de ‘plataforma orgástica’. Essa região localiza-se na parede vaginal, bem no começo. Durante o ato sexual, a melhor posição para favorecer o contato de área com o pênis é quando a mulher fica por cima do homem e faz o movimento para frente e para trás." Rosana Simões, ginecologista e professora da UNIFESP.

“Na literatura médica, o ponto G existe sim e está localizado na parede interna no começo da vagina, sendo essa uma região de sensibilidade maior que as demais áreas. Porém, com os avanços no estudo sobre a sexualidade, descobriu-se que o clitóris chega a ser mais sensível do que o ponto G. De qualquer forma, não há uma receita, cada mulher tem que descobrir o que lhe dá mais prazer.” Dr. Francisco Carlos Anello, médico ginecologista e especialista em sexualidade.

“Não se trata de imaginação, como algo que inexistente. Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental - são registradas no cérebro e então passam a existir fisicamente. Além do ponto G, muitas partes do corpo são erógenas, algumas delas extragenitais, que podem também conduzir ao orgasmo, desde que o ponto passe a receber estímulos e direcionamento erótico-sexual." Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex).

sábado, 28 de janeiro de 2012

DEBITO OU CREDITO CONJUGAL


Todo mundo acredita que existe o chamado "débito conjugal". Uma crença tão antiga que até dispõe de uma expressão latinadebitum conjugale.

Esta não é a única referência a esse "direito-dever" que advém do Direito Canônico, chamado de jus in corpus, ou seja, direito sobre o corpo. Claro que é o direito do homem ao corpo da mulher, para atender ao dogma "crescei e multiplicai-vos".

O fato é que o casamento sempre foi identificado com o exercício da sexualidade, pois servia para "legalizar" as relações sexuais. Era um remédio contra a concupiscência - remedium concupiscentiae - o que, segundo o dicionário, significa inclinação a gozar prazeres sexuais.

Até hoje há quem afirme que o casamento se "consuma" na noite de núpcias. Antigamente, tal ocorria pelo desvirginamento da mulher, fato que precisava ser provado publicamente, pela exposição do lençol marcado de sangue, como é visto em filmes de época. Mesmo com o fim do tabu da virgindade - que já serviu até de causa para o pedido de anulação de casamento - o mito continua.

Ainda que persista a crença que o débito conjugal existe, ninguém consegue definir do que se trata. Será a obrigação do exercício da sexualidade? Significa que os cônjuges são obrigados à prática sexual? De onde advém este dever?

Será que a desculpa feminina da dor de cabeça configura descumprimento da obrigação? E a ejaculação precoce ou a impotência - fantasmas que rondam todos os homens - seriam inadimplemento ou mau cumprimento desse dever? E a alegação da mulher de nunca ter sentido prazer, é causa suficiente da incompetência masculina para se desincumbir de seu encargo? E, se de uma obrigação se trata, pode ser executada por terceiros ou é uma obrigação infungível?

A sorte é que a lei não impõe o débito conjugal. O casamento estabelece comunhão plena de vida (CC 1.511) e faz surgir deveres de fidelidade, vida em comum, mútua assistência, respeito e consideração (CC 1.566). Nenhuma dessas expressões é uma maneira pudica de impor a prática sexual. Nem o dever de fidelidade permite acreditar que existe o encargo da prática sexual.

Mais serve é para gerar a presunção de paternidade dos filhos (CC 1.597), se tanto.

Nem entre as causas da separação - antigo instituto que não mais existe - havia a previsão de que a ausência de vida sexual autorizava o pedido de separação. A obsoleta culpa, que em boa hora foi abolida do sistema jurídico, autorizava o pedido de separação, sob a alegação de impossibilidade de vida em comum, em caso de adultério, injúria grave, conduta desonrosa (CC 1.573). Mas não há como chamar de injúria grave a resistência esporádica ou contumaz de manter relações sexuais.

De outro lado, a ausência de sexo não torna o casamento anulável.

Sequer se pode dizer que configura vício de vontade (CC 1.550 III) ou erro essencial sobre a pessoa do outro (CC 1.556) que diga respeito à sua identidade, honra ou boa fama, a tornar insuportável a vida em comum (CC 1.557 I). Também não pode ser identificada como defeito físico irremediável (CC 1.557 III).

De qualquer modo, mesmo quando há erro essencial, a coabitação valida o casamento (CC 1.559). Claro que esta referência não diz com a prática sexual, mas com a vida em comum sob o mesmo teto. Apesar de a anulação do casamento dispor de efeito retroativo (CC 1.563), enquanto perdurou, gera inúmeros reflexos, inclusive de ordem patrimonial, que não podem desaparecer. Mas, pelo que diz a lei, a anulação do casamento apaga tudo. Os casados voltam ao estado civil de solteiros e não persiste sequela alguma da união, ainda que tenha durado por três anos, que é o prazo prescricional da ação anulatória (CC 1.560 III).

Às claras que o casamento traz a expectativa da prática sexual, em face da imposição social e cultural de sua finalidade procriativa. Mas a abstinência sexual de um dos cônjuges não gera o direito à anulação do casamento. Não há como alegar afronta ao princípio da confiança que se identifica pela expressão venire contra factum proprium, nada mais do que vedação de comportamento contraditório que autoriza a busca de indenização de natureza moral.

Portanto, de todo desarrazoado e desmedido pretender que a ausência de contato físico de natureza sexual seja reconhecida como inadimplemento de dever conjugal. Forçar o exercício do "direito" ao contato sexual pode, perigosamente, chancelar a violência doméstica. É bom lembrar que, por muito tempo, prevaleceu a tendência de desqualificar o estupro conjugal.

Ainda assim, reiterados são os julgados anulando o casamento sob a alegação da impotência coeundi, mais uma expressão latina, e que significa impossibilidade de manter relações sexuais. Os fundamentos jurídicos são dos mais diversos, desde erro moral, erro essencial e injúria grave. Nenhum deles, no entanto, com respaldo legal.

Mas é a afetividade e o amor que levam as pessoas a casarem. Estes são os mais significativos ingredientes da affectio maritalis - para continuar invocando expressões antigas - presente nos vínculos familiares da atualidade!

Maria Berenice Dias é Advogada. Ex-Desembargadora do Tribunal de Justiça-RS. Vice-Presidenta Nacional do IBDFAM.

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Transar pela manhã é garantia de bom humor para o dia, diz pesquisa


Além do seu humor, o sexo pela manhã ainda melhora seu sistema imunológico. Há quem não goste e afirme ter muito sono logo que acorda. Porém, pesquisas da Indiana University, nos Estados Unidos, indicam que fazer sexo pela manhã pode ser uma excelente maneira de começar o dia e garantir um belo sorriso. Isso se deve ao fato da liberação de oxitocina no sangue, substância responsável pelo seu bom humor.

Além disso, o sexo matinal faz com que você possa deixar a ida à academia para mais tarde, já que trabalha os seus músculos e melhora o seu sistema imunológico. Isso também faz com que as endorfinas caiam na corrente sanguínea, criando a sensação de relaxamento e bem-estar – como relata a pesquisa da doutora Debby Herbenick.

Outra razão para adotar esta prática está nos relatórios da pesquisadora Gabrielle Lichterman. De acordo com os estudos dela, os homens acumulam testosterona enquanto dormem para usá-la no dia seguinte. Isso faz com que eles tenham picos de excitação nas três horas seguintes ao despertar. Ao considerar todas essas possibilidades, deixar a preguiça de lado pode ser uma boa ideia, não é?

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consumo de álcool aumenta as chances de sexo sem camisinha


Pesquisa aponta que a substância afeta as decisões pessoais e favorece os riscos


Quanto mais uma pessoa bebe, mais ela está propensa a fazer sexo sem camisinha, aponta um estudo publicado recentemente. De acordo com os especialistas, qualquer aumento no consumo de álcool é suficiente para que uma pessoa esteja mais favorável a se envolver em uma relação sem proteção.

A pesquisa foi feita na Universidade de Toronto e contou com a análise de outros 12 estudos que sondaram o comportamento de homens e mulheres com relação ao sexo sem camisinha e o consumo de bebidas alcoólicas. Depois de cruzar os resultados, eles notaram que o álcool tem influência direta sobre as decisões pessoais e aumenta proporcionalmente os riscos de acordo com a quantidade de bebida ingerida.

Em números, os pesquisadores concluíram que o aumento de 0,1 mg/mL de álcool no sangue resulta em 5% a mais de chances da pessoa se envolver em sexo desprotegido. Esse resultado explica porque mesmo as pessoas informadas sobre os riscos do sexo sem camisinha acabam se envolvendo nesse tipo de relação – o álcool age diretamente sobre suas decisões pessoais e favorece as atitudes de risco.

As conclusões da pesquisa foram publicadas no periódico Addiction, onde os pesquisadores declararam que é possível afirmar que o álcool é um dos responsáveis por levar as pessoas a demonstrarem intenções de ter relações sexuais de risco. Muitas vezes, tais intenções são concretizadas e então passam a representar um risco real à saúde das pessoas.

Sendo assim, o consumo de álcool pode estar ligado à transmissão do vírus do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Por esse motivo, a partir de agora os pesquisadores apontam que o foco deve ser a conscientização das pessoas para prevenir que essas doenças se espalhem e garantir a saúde das pessoas.

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Independência e saúde aos 50 marcam a melhor fase para as mulheres


Apesar de muitas não encararem bem a chegada da idade, especialistas apontam os 50 anos como a melhor fase da vida para as mulheres

Filhos já crescidos, morando fora – ou sem filhos. Carreira estabilizada e muitas vezes no seu auge. Bom relacionamento com o marido, às vezes nem o “incômodo” de ter um em casa. A perspectiva para as mulheres na casa dos seus 50 anos melhorou bastante nos últimos tempos e a maturidade chega com mais gosto de liberdade do que com a sensação de nostalgia dos vinte e poucos anos.

Mostrar-se em pleno equilíbrio é uma das tendências que só fazem crescer de alguns anos para cá. Prova disso é a retomada da carreira da modelo Inès de La Fressange, 53 anos, que voltou a desfilar pela Chanel. As atrizes Jane Fonda, 72 anos, Susan Sarandon, 63, e Sigourney Weaver, 61, foram capa da V Magazine. O Brasil também acompanha este movimento, porém de forma mais reservada. Em 2009, a rede Globo lançou a minissérie “Cinquentinha” com grandes nomes da televisão nacional. Ângela Vieira, uma das protagonistas da trama, chegou a fazer um ensaio para a Playboy aos 47 anos.

50 anos, no Brasil

Entretanto, a mulher brasileira ainda vê a chegada dos 50 anos com medo. Boa parte disso se deve às condições de vida de cada uma. Normalmente, as mulheres que envelhecem bem pertencem à classe alta; enquanto as trabalhadoras não têm acesso aos tratamentos de beleza e saúde – que, salvo raras exceções, não estão incluídos nas políticas públicas. Ainda assim, existem cuidados que estão disponíveis para todas, como entender os limites do próprio corpo e não abusar de alimentos gordurosos ou de exercícios físicos muito fortes

Fonte: vmagazine.comMesmo assim, as perspectivas são boas, como aponta Jane Fonda em entrevista à V Magazine. “Quanto mais velhas as pessoas, menos assustadas elas ficam. Elas tendem a ver os dois lados das coisas. Poucas delas me estressam hoje”, diz a atriz. Jane faz parte da geração que mudou os padrões da sociedade nos anos 1960, foi um dos maiores ícones sexy (Barbarella) e de força (Klute) que nós incorporamos tão facilmente.

A preocupação da mulher dos 50 está relacionada a ter um futuro saudável. Por isso, elas investem tanto em academias, pilates, natação e tratamentos. Essa busca tem pouca relação com a “juventude eterna” e sim com a boa qualidade de vida que tudo isso pode oferecer. É uma época independente da vida da mulher. Ela não está mais preocupada em arrumar um marido, um emprego ou definir novos rumos para a vida.

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