domingo, 2 de setembro de 2012

Descubra o que os homens pensam durante o sexo

Parece incrível, mas eles não pensam apenas em obscenidades. Dos detalhes do seu corpo ao futebol, muita coisa ronda a mente de um homem na hora H



Saber o que eles pensam na hora do rala e rola instiga a curiosidade de 10 entre 10 mulheres, mas os pensamentos íntimos de um homem continuam "blindados" e poucos se atrevem a revelá-los. Em uma matéria especial, um repórter da revista Nova (Editora Abril) ouviu alguns corajosos que toparam revelar seus segredos. E as revelações foram surpreendentes, já que, ao contrário do que se imagina, eles não pensam apenas em pornografia na hora do sexo. Os temas variam de beldades a futebol (acredite!).

Eles ainda explicaram porque é difícil fazer com que um sujeito revele à namorada seus mais profundos e pervertidos pensamentos: puro medo de retaliação. Afinal, por mais que uma mulher diga que está preparada para ouvir de tudo, os homens não acreditam que ela vai aceitar passivamente certas verdades. 


Sem revelar suas identidades, eles não esconderam nada: revelaram a mais pura verdade sobre os pensamentos masculinos na hora H. Confira:

"Não acredito que estou aqui"

O homem encara cada transa como se fosse a primeira, única e última de sua vida. Isso acontece porque uma parte de seu cérebro não consegue acreditar que ele é sortudo o bastante para estar ali, de novo, desfrutando uma das melhores coisas da vida. Deitar com uma mulher é como se fosse um benefício do além. Como não sabem até quando o relacionamento vai durar, aproveitam ao máximo aquele momento.

"Seu corpo é inacreditável"

Os homens são seres visuais e se excitam até mesmo ao avistar detalhes do corpo feminino. E no jogo do vai e vem, se concentram em buscar posições que favoreçam a visualização de sua amada (ou desejada) mulher. Para eles é importante ver que elas estão sentindo prazer. Além disso, no meio da euforia, eles aproveitam para admirar partes do corpo feminino que não ficam à mostra o tempo todo.

Quanto à clássica dúvida que atormenta 99% das mulheres: "Eles reparam na celulite, na flacidez, nas gordurinhas?", eles revelaram: sim reparam, mas ao contrário delas não dão importância para isso. É claro que percebem quando engordamos um pouco ou se estamos com a pele mais flácida, mas de um modo geral, estão voltados para os pontos altos de sua musa e valorizam partes que mais gostam, como bumbum e seios.

Futebol

Pois é meninas, nem nessa hora eles conseguem deixar de pensar em futebol. Mas explicam: não é a imagem de homens correndo atrás de uma bola que os excita. Pelo contrário. É justamente por não vincularem futebol com algo sensual que muitas trazem o campo para cama. O futebol funciona como uma artifício para prolongar o momento à dois, controlar o tesão e não estragar tudo antes da hora. Não precisa ser necessariamente futebol, mas algum tema que controle a excitação (televisão, letras, números, o cachorro...).

Alinne Moraes, Juliana Paes, Gisele Bündchen

Quando a mulher dá o sinal verde para que o homem parta para os finalmentes, ele para de pensar na bola e solta a mente. A imaginação faz mais pelo tesão de um homem do que qualquer trabalho manual (leia-se masturbação). Então, ele deixa vir à tona o desejo de transar com as mulheres que permeiam seus sonhos, como a última capa da Playboy ou aquela atriz ultrassexy.

Depois ler isso, você deve estar querendo esganar o seu parceiro... mas controle-se. Entenda que esse tipo de devaneio é natural e não tem nada a ver com infidelidade. Um homem usa a estratégia por uma causa mais que justa: alavancar seu estímulo sexual.

Coisas obscenas que gostaríamos de fazer

Transar a três, testar novas e infinitas posições, transar em lugares inusitados... Um homem nunca está satisfeito, sempre vai querer mais, principalmente quando o sexo vira rotina, por mais delicioso que seja. Na cabeça deles (claro que não todos!), a coisa teria um tempero diferente se você topasse trazer uma amiga... Como nunca entenderíamos esses desejos e para não serem taxados de pervertidos, os rapazes raríssimas vezes confessam esse tipo de fantasia, e preferem deixá-las bem guardadas no fundo da mente.

O que quebra o clima?

Segundo eles próprios, alguns fatos podem realmente atrapalhar a performance de um homem:

Um barulho ensurdecedor - Para ter um bom desempenho sexual, ele precisa de concentração. Qualquer coisa que o perturbe não é bem-vinda.

Porta-retratos com a família - Ele está lá com você numa posição obscena quando vira para o lado e dá de cara com uma foto do seu pai no criado-mudo, olhando fixamente para ele. O que você acha que vai acontecer?

Silêncio repentino - Se seus gemidos pararem de repente, ele pode ficar encanado, pensando que não está agradando.

Você não diz o que quer - Um homem prestes a chegar ao orgasmo não consegue realizar muitas tarefas ao mesmo tempo. Adivinhar o que você quer exige muita coordenação da parte dele. (Fonte: Revista Nova Cosmopolitan) 
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-34--67-20120829

É possível perdoar uma traição?

Francine Moreno

Baixa autoestima e mágoa estão entre os motivos que levam homens (e mulheres) a trair
No final de junho, Robert Pattinson, intérprete de um dos vampiros mais queridos do cinema, descobriu que seu par em “Crepúsculo” e na vida real, Kristen Stewart, o traiu com Rupert Sanders, diretor de “Branca de Neve e o Caçador”. O romance foi capa de todos os tabloides do mundo e na internet os fãs mostraram toda a fúria contra a atriz.

Pattinson não perdoou a traição e saiu da casa que dividia com Kristen. A modelo Liberty Ross, mulher de Sanders, quer divórcio e pretende voltar para a Inglaterra com os filhos.

A reação dos traídos tem uma explicação. Independente de ser homem ou mulher, ninguém quer ser humilhado publicamente. E todas as desculpas, das mais nobres às mais esfarrapadas, parecem inadmissíveis. O problema maior é que, apesar de ser horrível para qualquer um dos lados, quase todo mundo já passou por isso em alguma fase da vida.

Mas como lidar com a infidelidade? A traição é perdoável? A monogamia é possível? Existem razões para trair? A culpa é de quem? Armando Ribeiro das Neves Neto, psicólogo do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que, em geral, é difícil encontrar uma justificativa ética para o comportamento, mas é possível compreendê-lo no contexto de origem, nos valores pessoais e culturais.

“A psicologia pode ajudar o traído e também o traidor a dar sentido para esse comportamento, para além das explicações simplistas e superficiais”, diz. A traição é mais um comportamento complexo da espécie, que, evolutivamente, deveria garantir uma maior chance de reprodução e sucesso da transmissão dos genes, mas, com o desenvolvimento da civilização e da cultura humana, tornou-se para alguns válvula de escape das tensões e angústias.

“No consultório, atendo casos em que a traição para alguns é uma regra de conduta aceita e valorizada na sua visão do que é ser homem/mulher (consciente); para outros, a traição é um episódio de perda do autocontrole frente a uma forte emoção (inconsciente)”, afirma Neto.

Os motivos que geram atos infiéis podem ser inconscientes. Baixa autoestima, mágoas, culpa, estresse interpessoal e conflitos emocionais podem tornar os relacionamentos frágeis o suficiente, abrindo as portas para uma relação extraconjugal.

“O ideal é que as pessoas pudessem tomar consciência dessas fragilidades antes que a traição se tornasse válvula de escape, um jeito ruim de tentar aliviar as angústias de um casamento conflituoso”, afirma o psicólogo.

De acordo com Neto, para alguns a traição é considerada um comportamento culturalmente aceito, se lembrarmos da cultura “machista” ou mesmo do seu oposto “feminista”, mas é possível descobrir fortes emoções por trás desse verniz de lógica ou razão. E não há um perfil definido de quem trai, e também caiu por terra a lenda de que mulher não é infiel. Para alguns, pode ser insatisfação na relação ou baixa autoestima; para outros, apenas uma aventura.

 Impulsos inconscientes, autoafirmação e possessividade podem levar à infidelidade. Assim como imaturidade e insegurança. Mas a busca pelos motivos da traição é um caminho solitário. “Aqueles que possuem histórias recorrentes de traição, prejudicando famílias e filhos, por exemplo, precisam buscar seus motivos pessoais, sejam eles reais ou imaginários, como os pensamentos distorcidos em relação ao papel de homem”, alerta Neto.

Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade - Clínica de Psicologia em Sexualidade, afirma que as características de personalidade que implicam em permitir que impulsos sejam seguidos é o que conduz à quebra da fidelidade socialmente proposta.

“Falhas do aprendizado de como administrar as regras sociais, administrar as frustrações sentidas com o cotidiano e a impossibilidade de ter todas as vivências em paralelo é como ocorre a quebra da condição de fidelidade”.

Para o especialista, perdoar uma traição é um mecanismo emocional humano que pode restabelecer o equilíbrio de um relacionamento de casal, que, de outra forma, se manteria prejudicado pela existência de um relacionamento paralelo.

Na opinião de Rodrigues Jr., a infidelidade só é admissível se for uma escolha de todos os envolvidos. “Se a regra do casal não for a fidelidade ou a exclusividade sexual e afetiva no relacionamento, nunca haverá infidelidade. Somente se pode considerar infidelidade quando a fidelidade foi acordada entre os dois envolvidos no casal. As regras de entrosamento do casal é que determinarão o que se chama de fidelidade ou infidelidade”.

Jogos de poder

Há quem diga que trai para salvar o casamento. Algo conflituoso, segundo Armando Ribeiro das Neves Neto, psicólogo do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Se alguns casais transformam a traição em motivo para resgatar uma relação conflituosa, Neto pensa que nem sempre isso dá certo.” A traição também pode ser a pedra definitiva para o encerramento de uma linda história”, acredita.

Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade - Clínica de Psicologia em Sexualidade, afirma que muitas pessoas acreditam que precisariam de mais experiências sexuais e afetivas para solucionar problemas do relacionamento. “Em alguns casos, pode até dar certo, mas não é a regra.”

Há quem afirme que quem é traído é vítima de uma relação de poder. Mas a traição é também um jogo de poderes. “Poder de controlar a si mesmo e o outro na relação”, define Neto. De acordo com o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., se o casal estruturou-se numa determinada relação de poder, e se trair o contrato social do relacionamento estiver de acordo com essas regras de poder, então teremos um sob o poder do outro. “Mas não será uma vítima, é coparticipante, é corresponsável.”

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/107750,,e+possivel+perdoar+uma+traicao.aspx

Viver sem sexo



Viver sem sexo?
Entrevista do psicólogo Victor Dalla Nora para o portal Vila Mulher
1- É fato que cada casal tem uma frequência de relações sexuais, mas até que ponto é normal a correria do dia a dia reduzir a quantidade de relações? Qual o limite dessa interferência?
O limite da interferência depende da forma como o casal lida com esses fenômenos externos a relação, como os impasses do cotidiano, o  desgaste físico,  as preocupações, etc.  Podemos pensar que algumas pessoas  utilizam o sexo como forma de aliviar essas tensões; entretanto outras não conseguem se  desvencilhar destas situações e tem seu desempenho sexual prejudicado, tanto por disfunções sexuais, como por sequer haver a tentativa do ato.
Diante disso, é normal que ocorra uma redução, entretanto é necessário refletir até que ponto isso é apenas uma diminuição na frequência (por essas questões externas) e não um distanciamento efetivo-afetivo do casal.
E há de haver auto-crítica para que a relação não se reduza a afazeres cotidianos e o desejo, massacrado pelo hábito, deixe de existir.
2- Existem casais que literalmente fogem do sexo. Em vez de investirem tempo nas
preliminares e carinhos, partem para a rapidinha e, às vezes, nem isso. Você pode citar algumas situações que podem exemplificar essa fuga?
Quando existem muitas desculpas que encubram e impossibilitem o coito, há alguma coisa que deve ser revista/repensada.  E  isso pode  prejudicar o relacionamento do casal. Por exemplo: dores inventadas; desculpas de compromissos; problemas no trabalho;  por a culpa nos filhos, ou seja,
sempre se joga a responsabilidade em algo externo, ou que fuja ao controle de um dos parceiros e que justifiquem o não ato sexual.
Se houver algo no parceiro que incomode, é importante conversar sobre isso. A questão é que há um moralismo muito grande no que diz respeito tanto às praticas quanto a discussão do sexo. E se torna tabu e as pessoas levam vidas sem uma efetiva realização sexual, porque muitas vezes fogem do assunto.
3- Já outros casais criam situações para tentar aguçar a aproximação e o desejo que acabam surtindo efeito contrário. Você pode indicar algumas situações que
exemplifiquem esses erros?
As surpresas são sempre válidas, mas se deve ter uma compreensão do parceiro. Não adianta propiciar uma situação que envolva praticas sexuais que o parceiro não aceite; ou ficar desapontado depois de um  jantar romântico  frustrado, não pela falta de entrega do  parceiro, mas sim porque talvez, naquele dia ele estava cansado ou algo assim.
Friso que é sempre importante haver diálogo para saber quais são os limites, por onde começar, como inovar e assim se realizar.
4- De que forma o casal pode aumentar o desejo e a frequência no sexo? Quais dicas você daria?
Buscando inovar situações de convívio como, por exemplo, irem a ambientes que não costumam ir, terem jantares românticos, viajarem, terem algum cuidado com o corpo (sem exageros) e manterem a higiene, darem vazão as fantasias.
5- Outras considerações:
Sempre bom lembrar que uma vida sexual ativa é importantíssima no funcionamento de um casal. É interessante  que os parceiros  explorem/desvendem um ao outro  para se conhecerem, e isso não apenas quanto ao corpo, mas com relação aos desejos mais secretos, aos quereres,  as fantasias sexuais. É importante haver abertura, haver efetiva troca. O sexo não se dá apenas no momento do
ato.
Também é normal que com o tempo, a frequência sexual diminua e que o casal não se procure tanto como no tempo em que havia “um mundo para ser descoberto”. E mesmo que a freqüência não seja a mesma, não quer dizer que não se pode aproveitar as ocasiões sexuais ao máximo.
Psicólogo Victor Dalla Nora Araujo
CRP 06/104201
Leia abaixo  a reportagem na integra:
Casais que fogem do sexo
O tempo que se tinha para alimentar as relações afetivas está cada vez mais curto. Com o dinamismo da sociedade moderna, os casais se veem cada vez menos e, quando chegam na cama, cansados de um dia estressante de trabalho e de trânsito intenso, pouco conversam e acabam pegando no sono antes mesmo de trocarem carícias.
A impressão que se tem hoje é que o sexo também entrou no ritmo contemporâneo. Assim, a rapidinha, que para alguns acontece de vez em quando para apimentar a relação, acaba virando solução para não deixar a intimidade passar em branco. Aspreliminares, a troca de olhares, o beijo apaixonado e o toque cuidadoso são esquecidos. É como se o casal fugisse do sexo demorado, calmo.
Segundo o psicoterapeuta Victor Dalla Nora Araujo é normal que com o tempo, a frequência sexual diminua e que o casal não se procure tanto como no tempo em que havia "um mundo para ser descoberto". Mas a partir do momento em existem muitas desculpas que encubram e impossibilitem o coito - dores inventadas, compromissos inesperados, problemas no trabalho, filhos - a relação a dois deve ser revista.
O psicólogo e sexólogo Paulo Bonança pensa que o casal costuma levar para a cama o que vivencia ao longo do dia. Caso ele tenha sido estressante e cansativo, provavelmente não haverá disponibilidade para investimento na relação. "As pessoas estão mais preocupadas, mais estressadas, demoram mais para se deslocar de um lugar a outro. Todos esses fatores podem impactar de alguma forma no relacionamento na cama".
Enquanto algumas pessoas utilizam o sexo como forma de aliviar as tensões do dia a dia, outras não conseguem se desvencilhar destas situações e têm seu desempenho sexual prejudicado, tanto por disfunções sexuais, como por sequer haver a tentativa do ato. Dr, Victor comenta: "Diante disso, é normal que ocorra uma redução, mas é necessário refletir até que ponto essa situação de deve às questões externas ou ao distanciamento efetivo-afetivo do casal"
Por conta dessa corrida constante contra o tempo os casais têm confundido qualidade com quantidade de sexo. Avaliando esse quadro, Dr. Paulo acredita que se os amantes não aproveitarem ao máximo o pouco tempo que dispõem para ficar juntos, na cama a relação tende a se desenrolar de maneira desfavorável. "O que acontece na cama também é reflexo de outras áreas afetivas. E é necessário saber como o casal circula por elas. "Ele namora? Troca abraço, o beijo? Investe em tempo para desfrutar da vida junto? O resultado dessas reflexões pode esclarecer o motivo pelo qual não existe mais a satisfação na cama", diz.
É importante lembrar que essas queixas precisam ser claramente anunciadas. Com o tempo, certos casais têm a mania de achar que um já sabe tudo o que se passa na cabeça do outro, pensamento que não é nenhum pouco correto. "Um precisa deixar claro para o outro o que está sentindo dentro da relação. Nenhuma parte da relação tem a obrigação de adivinhar que o outro está descontente", ressalta o sexólogo. "A questão é que há um moralismo muito grande no que diz respeito tanto às praticas de discussão do sexo. Desse modo, as pessoas levam vidas sem uma efetiva realização sexual, porque muitas vezes fogem do assunto", lamenta Dr. Victor.
Uma forma de reacender o desejo, na opinião de Dr. Bonança, é procurar retomar tudo de bom que aconteceu no começo da vida a dois. "O que eles faziam que já não fazem mais? Quais planos tinham no passado que ficaram esquecidos? Este exercício pode ser difícil, mas o casal precisa administrar melhor as atividades do dia e caminhar junto".
Dr. Victor dá outra opinião: "O casal pode inovar situações de convívio como ir a ambientes que não costumam ir, fazer jantares românticos, viajar, ter algum cuidado com o corpo (sem exageros), manter a higiene e dar vazão às fantasias, sempre com a compreensão do parceiro. O sexo não se dá apenas no momento do ato", finaliza.
Por Juliana Falcão (MBPress)
Entrevista cedida pelo psicólogo Victor Dalla Nora para o portal Vila Mulher

1- É fato que cada casal tem uma frequência de relações sexuais, mas até que ponto é normal a correria do dia a dia reduzir a quantidade de relações? Qual o limite dessa interferência?

Psicólogo: O limite da interferência depende da forma como o casal lida com esses fenômenos externos a relação, como os impasses do cotidiano, o  desgaste físico,  as preocupações, etc.  Podemos pensar que algumas pessoas  utilizam o sexo como forma de aliviar essas tensões; entretanto outras não conseguem se  desvencilhar destas situações e tem seu desempenho sexual prejudicado, tanto por disfunções sexuais, como por sequer haver a tentativa do ato.
Diante disso, é normal que ocorra uma redução, entretanto é necessário refletir até que ponto isso é apenas uma diminuição na frequência (por essas questões externas) e não um distanciamento efetivo-afetivo do casal.
E há de haver auto-crítica para que a relação não se reduza a afazeres cotidianos e o desejo, massacrado pelo hábito, deixe de existir.

2- Existem casais que literalmente fogem do sexo. Em vez de investirem tempo nas preliminares e carinhos, partem para a rapidinha e, às vezes, nem isso. Você pode citar algumas situações que podem exemplificar essa fuga?

Psicólogo: Quando existem muitas desculpas que encubram e impossibilitem o coito, há alguma coisa que deve ser revista/repensada.  E  isso pode  prejudicar o relacionamento do casal. Por exemplo: dores inventadas; desculpas de compromissos; problemas no trabalho;  por a culpa nos filhos, ou seja,
sempre se joga a responsabilidade em algo externo, ou que fuja ao controle de um dos parceiros e que justifiquem o não ato sexual.
Se houver algo no parceiro que incomode, é importante conversar sobre isso. A questão é que há um moralismo muito grande no que diz respeito tanto às praticas quanto a discussão do sexo. E se torna tabu e as pessoas levam vidas sem uma efetiva realização sexual, porque muitas vezes fogem do assunto.

3- Já outros casais criam situações para tentar aguçar a aproximação e o desejo que acabam surtindo efeito contrário. Você pode indicar algumas situações que  exemplifiquem esses erros?

Psicólogo: As surpresas são sempre válidas, mas se deve ter uma compreensão do parceiro. Não adianta propiciar uma situação que envolva praticas sexuais que o parceiro não aceite; ou ficar desapontado depois de um  jantar romântico  frustrado, não pela falta de entrega do  parceiro, mas sim porque talvez, naquele dia ele estava cansado ou algo assim.
Friso que é sempre importante haver diálogo para saber quais são os limites, por onde começar, como inovar e assim se realizar.

4- De que forma o casal pode aumentar o desejo e a frequência no sexo? Quais dicas você daria?

Psicólogo: Buscando inovar situações de convívio como, por exemplo, irem a ambientes que não costumam ir, terem jantares românticos, viajarem, terem algum cuidado com o corpo (sem exageros) e manterem a higiene, darem vazão as fantasias.

5- Outras considerações:

Psicólogo: Sempre bom lembrar que uma vida sexual ativa é importantíssima no funcionamento de um casal. É interessante  que os parceiros  explorem/desvendem um ao outro  para se conhecerem, e isso não apenas quanto ao corpo, mas com relação aos desejos mais secretos, aos quereres,  as fantasias sexuais. É importante haver abertura, haver efetiva troca. O sexo não se dá apenas no momento do ato.
Também é normal que com o tempo, a frequência sexual diminua e que o casal não se procure tanto como no tempo em que havia “um mundo para ser descoberto”. E mesmo que a freqüência não seja a mesma, não quer dizer que não se pode aproveitar as ocasiões sexuais ao máximo.
CRP 06/104201

Adolescente rebelde Como educar



adolescente rebeldeEntrevista cedida pelo psicólogo  Victor Dalla Nora para o site Nós Mulheres


Como educar um adolescente rebelde



O filho quer aumento de mesada o que fazer?

Psicólogo: A mesada serve para que as crianças aprendam a dar valor ao dinheiro. Mas antes uma pergunta: qual o valor que você dá ao dinheiro, como o encara?
Claro, importante que a mesada seja proporcional ao padrão de vida que leva, aos preços exercidos nos locais que a criança frequenta. Entretanto, nem sempre é possível ceder a mesma quantia mensalmente ou arcar com os reajustes implorados pelos filhos. O quê fazer? Converse sobre a situação financeira atual; faça com que entenda que suas principais necessidades estão sendo pagas; etc.

Começaram os pedidos para dormir na casa da amiguinha, como reagir?

Psicólogo: Talvez seja um dos primeiros momentos em que os pais se deem conta que não são “donos” dos filhos. Mesmo que mil preocupações venham à tona, importante que a criança tenha esse espaço para contato com outras coisas, novos ambientes, novos lugares e pessoas. Aos pais, sempre importante averiguar os detalhes de segurança, conversar com os pais da “amiguinha” e aquelas coisas tantas... E deixar com que a criança/adolescente vá descobrindo, vá vivendo.

O adolescente está discutindo cada vez mais, respondendo os pais e não respeitando as regras, o que fazer?

Psicólogo: Dê espaço para que o adolescente exponha e reflita sobre sua própria rebeldia. Em alguns casos, pode ser um bom momento para buscar ajuda psicológica.
Em situações mais descontroladas, imponha alguns limites, esclarecendo ao adolescente que respeito, em qualquer relação, é fundamental.

Como impor horário aos filhos, quanto às saídas e chegadas de passeios, festinhas, entre outras atividades?

Psicólogo: Por mais questionáveis que possam ser, regras existem em todas as famílias. Para que esses limites não sejam ultrapassados, é importante dar espaço ao adolescente – para que se expresse – e pedir espaço para suas expressões: mais do que impor, é importante explicar.

O filho está indo mal na escola, como transformar esta situação?

Psicólogo: Nem sempre ir mal na escola diz respeito à vagabundagem. Mas para ter certeza do que está havendo, converse com o filho e tente descobrir o que está ocorrendo, visto que uma conversa pode esclarecer muita coisa. Caso não esclareça, se aproxime de seu filho, se mostre disponível a ouvi-lo, vá tecendo novos pensamentos com o filho, mostrando novas situações, até resolver a situação.

Os amigos do adolescente são de má índole, como agir?

Psicólogo: Apenas julgar e proibir não adianta. Tente fazê-lo enxergar, por A mais B, que essas pessoas são más companhias.

A adolescente quer namorar, qual é a melhor hora para deixa-la iniciar um relacionamento?

Psicólogo: Não há melhor momento para permitir que o filho namore, vale apenas o bom senso. E diante disso, importante pensar em como os pais encaram a questão da sexualidade.

Os filhos só pedem produtos de marca e caros, como fazer para eles entenderem que não posso comprar?

Psicólogo: Inicialmente: com uma educação que não relacione felicidade/status/realização com consumo de coisas caras e de grife. Depois: quando não for possível comprar algo querido pelos filhos, abra o jogo, pois é uma ótima oportunidade para falar sobre valores, necessidade de consumo, etc.

A criança sempre faz birra quando não compram algo que ela não quer, o que fazer?

Psicólogo: Deixe-a fazer birra. Talvez a criança tenha percebido que fazendo birra, te convença a ceder e fazer as vontades dela. Mas vale a pena ponderar e pensar em cada situação separadamente.

Victor Dalla Nora Araujo- Psicólogo Clínico
CRP- 06/104201


Dependência química



Um ótimo critério para você identificar abuso de álcool é perceber se você bebe para ficar “bem”, ou bebe porque já está bem, ou seja, para comemorar.
Se você bebe para ficar bem, sinto muito, mas você é dependente de álcool.
Dependência é identificada quando se faz uso de drogas legais, ou ilegais, ou álcool, de forma a precisar de cada vez mais doses, ou doses mais fortes, para obter aquele “beneficio inicial”, ou seja, a pessoa não usa mais a droga para se sentir leve, bem, alegre, mas passa a usar a droga pois sem ela passa a ter sintomas fisiológicos e psicológicos fortíssimos. Isto é a síndrome da abstinência.
Todo mundo sabe que se tirar a droga repentinamente de um viciado a única coisa que se consegue é fazê-lo passar muito mal, sofrer barbaridades, até com alucinações.
É por isso que todo tratamento psicológico de dependência química deve se feito juntamente com o médico.
O médico trata o organismo alterado e, o psicólogo trata a causa, o que fez a pessoa se entregar as esta droga ou álcool.
Mesmo que a pessoa diga: “meu problema é genético”, a medicina descobriu que algumas pessoas têm uma tolerância totalmente diferente ao álcool, mas mesmo que seu organismo responda de forma diferente ao álcool, o que te faz procurar o álcool? É uma questão mental, psicológica, e não orgânica.
Abuso de drogas x dependência química
Abuso de drogas e álcool é bem diferente de dependência de drogas e álcool.
Dependência é quando seu corpo quimicamente, fisiologicamente precisa da droga para evitar os sintomas da abstinência do organismo.
O abuso de droga ou álcool acontece quando a pessoa usa essa droga para reduzir ou eliminar uma emoção negativa que pode ser: ansiedade, medo, depressão, raiva ou o que for, se alguém bebe pra enfrentar a crise do pânico, para sair de casa e ir a uma festa, para conseguir conversar com alguém, tudo isso sem a muleta.
O abuso é um condicionamento de fuga, ou seja, primeiro a pessoa aprende que quando usa a droga ela se sente bem, leve, desinibido, até mais bonito, e depois de algum tempo passa a usar a droga de forma a evitar as emoções negativas. Isto é a própria fuga, é quando a bebida alcoólica não tem mais função social, ou seja, você não bebe para desfrutar do sabor da bebida, pra conversar com os amigos, ela passa a ser uma muleta para as situações que a pessoa acredita que precisa de uma ajuda. Sendo que o ideal é você saber que pode contar contigo mesmo, é ter autoconfiança e auto-estima o suficiente.
Abuso aprendido
O abuso de drogas pode ser inteiramente aprendido. As pessoas aprendem imitando alguns modelos. Os modelos podem ser os amigos, cinema, a TV, etc.
Quem abusa da droga, muitas vezes apresenta transtornos emocionais como: personalidade anti-social antes de beber, não tem controle seus impulsos, fala ou faz o que lhe vem a cabeça, ansiedade generalizada, depressão e baixa intolerância a frustração.
É muito freqüente que as pessoas abusem de drogas, e aqui me refiro à todos, tanto de as legais como as ilegais, mesmo as mais socialmente aceitas como álcool, maconha, fumo.
É muito freqüente que as pessoas que abusam de drogas, passaram por uma série de eventos traumáticos em sua infância, as vezes abuso sexual ou físico. Não é uma regra, mas é comum.
Os que abusam de droga diferente dos dependentes químicos, se beneficiam muito de terapia porque podem aprender a beber socialmente e ter bom controle no uso. O dependente não, ele nunca mais vai poder beber socialmente terminado o tratamento, o contato será ate o fim da vida. Esta é a diferença dos que abusam X dependentes.
Por que a pessoa que abusa de drogas tem excelentes resultados na Terapia Cognitiva?
Porque a terapia trabalha as cognições chave em cada caso. Se ela acredita que “não consegue se sentir bem e precisa de droga pra acabar com essa sensação ruim” ou “não sabe como lidar com o problema e se usar a droga ele consegue parar de pensar nisso” o terapeuta vai trabalhar para dar suporte e opções de forma a não mais precisar de droga como solução.
O tratamento com o dependente químico é diferente. Pois uma vez que você se tornou dependente nunca mais pode usar a droga “socialmente”. A única alternativa é interromper por completo e para sempre o uso.
Vocês já viram esta cena? Depois de gastar “os tubos” em tratamento o ex-viciado vai pra festa e não querendo ficar de fora do grupo, dos amigos, acaba tomando o primeiro gole. O bendito 1º gole!
Isto é porque todo dependente acha que pode tudo e a qualquer hora. O dependente químico tem alta tolerância a frustração. É por isso que mesmo com todo mundo indignado, dando mil conselhos, chamando pra conversar, nada adianta! Ele não se incomoda com esta frustração de um bando de gente querendo que ele pare de beber ou usar droga.
Com a pessoa que abusa da droga, mas não é dependente, acontece o contrario. Ele usa a bebida, por exemplo, pela sua baixa auto-estima, porque a bebida o faz sentir bem.
Pra saber se seu caso é de dependência ou abuso de drogas é necessário que seja feito avaliação com um profissional.
Cognição do usuário de drogas
Uma forma de identificar o tipo de pensamento que a pessoa que usa drogas tem é fazendo uma analogia com um animal. Exemplo:
Raposa: Tem o pensamento “posso controlar a bebida quando quiser. Posso fazer sozinho sem ajuda” “Sou esperto como uma raposa”
Cordeiro: Pensa “não sou responsável. O diabo me obrigou. Ninguém me educou direito”
Avestruz: “isto não é o problema, não me prejudico em nada”
Borboleta: “Eu preciso de droga para me sentir bem, não consigo lidar com a vida sem ela.”
Tenho certeza que tem muita gente identificando alguém que já disse alguma coisa deste estilo. A pessoa convence a si mesma e muitas vezes a família também. As vezes é mais cômodo acreditar nisso porque fazer o tratamento dá trabalho. Pensa que a droga não esta causando tanto prejuízo assim, e joga o problema pra debaixo do tapete.
De toda forma um dos fatores primordiais para o sucesso da terapia é ter vontade de melhorar. Nem resfriado você cura se não houver vontade.
Tem uma piadinha de terapeuta, mas que só pode ser contada por terapeuta:
“Quantos terapeutas são necessários para se trocar uma lâmpada? Não importa. O importante é que a lâmpada queira ser trocada”.
Isto é um pouco verdade, mas mesmo o paciente resistente, que não quer melhorar porque acaba se apegando ao ganho secundário da doença, uma hora vai se integrando e reduzindo todos seus sintomas com a terapia. Dá mais trabalho porque quem não quer melhorar desafia o terapeuta, quer provar que sua doença é mais forte que qualquer outra coisa. Mas ainda assim melhora! E no final percebe como se apegou a uma coisa que não lhe faria bem.
Você achou isso esquisito: Se apegar a uma coisa que não lhe faz bem.
Pense em você! Pense com tudo o que te incomoda, mas você não consegue se livrar. Esse casamento que já desabou faz tempo. Aquele “amigo” que só te explora. Por que você não se livra disso tudo? Fácil de falar, difícil de fazer.
É por isso que conselho não funciona. É por isso que só “desabafo” não resolve problemas. É por isso que o psicólogo tem técnicas que te ajudam a desenrolar toda essa novela de amarguras porque só conhecer o problema não resolve, tem que saber o que fazer com isso tudo.
Ganho secundário
O ganho secundário te segura no problema, por exemplo: Todo o colo e apoio que as pessoas te dão pra compensar o problema.
Já pensou nisso? Pode não parecer grande coisa, mas tem uma grande diferença!
Identificar e limpar todos aqueles “carimbos” que você foi recebendo em sua mente, por todos esses anos é fundamental. Muitos destes carimbos estão ai desde a infância, foi quando você aprendeu que você vale menos, que você não é competente, é pouco inteligente, ou seja lá a bobagem que ficou lá num cantinho da sua mente, fez um estrago domado na sua vida agora.
Apenas saber e conhecer estas marcas de sua mente não faz muita diferença. O que importa mesmo é saber o que fazer com tudo isso. Como modificar esses padrões. Que caminho seguir.
Refém emocional
Um elefante quando é treinado no circo, por exemplo, é amarrado a uma arvore e apanha muito pra ficar ali ao lado desta arvore. Quando cresce fica condicionado, você pode amarrá-lo num galhinho pequeno que ele não foge. Ele não acredita que pode sair dessa.
E você? Que esta aí pensando estar fortemente preso aos seus sentimentos ruins. Pensando que é impossível se livrar dessa baixa auto-estima.
Um dia você aprendeu que estava irremediavelmente preso a dor e a infelicidade, e agora mesmo não tendo mais o que te prende, você continua preso.
Você pode aprender a desaprender
Como por exemplo, as pessoas que tem síndrome do pânico. Só quem tem sabe o que é, uma sensação de desespero, uma taquicardia, as vezes suor frio, cada um com seu sintoma, mas em geral da uma sensação de que você precisa de alguma coisa que não sabe o que é, as vezes tem que parar o carro no meio da estrada ou na avenida, as vezes vai parar no pronto socorro só pra ouvir “você não tem nada”. Como não tem nada? Não é possível ter toda essa sensação ruim sem ter medo. O que o medico quer dizer é que “você não tem nada que consiga identificar”.
Infelizmente nem todo médico tem o preparo suficiente pra diagnosticar síndrome do pânico.
A pessoa sempre pensa. Porque eu tenho isso?
E a coisa parece tão irreal, que dá vergonha contar pra alguém. “Se eu contar isso pra vão falar que eu sou doido”.
A coisa é tão desesperadora que dá impressão que não tem solução. Mas uma das coisas que a gente trata mais rapidamente é o pânico.
As vezes a pessoa chega desanimado porque já tentou de quase tudo. Já tomou um monte de remédio, e fica meio desacreditado mesmo. Mas fazendo a terapia, seguindo minhas instruções e acompanhando direitinho, a possibilidade de melhorar é altíssima de cura total é muito alta.
Concluindo...
Se você usa um componente químico, bebida alcoólica, fumo, medicamento de farmácia, ou o que for procurando uma sensação de felicidade ou está atrás de perspectiva de realização. Cuidado!
Mesmo as chamadas “Drogas da Felicidade” como já foi chamado o Prozac, não trazem a felicidade do jeito que você deseja.
Se você precisa de uma “muleta” social. Procure se conhecer e mude esse padrão de comportamento. O uso de componentes químicos indica, que você não esta conseguido administrar suas dificuldades sozinho, e encontrar um pseudo apoio que é muito perigoso.
Aprender a sentir-se bem sem uso de muletas é fundamental.
Um ótimo critério para você identificar abuso de álcool é perceber se você bebe para ficar “bem”, ou bebe porque já está bem, ou seja, para comemorar.
Se você bebe para ficar bem, sinto muito, mas você é dependente de álcool. Dependência é identificada quando se faz uso de drogas legais, ou ilegais, ou álcool, de forma a precisar de cada vez mais doses, ou doses mais fortes, para obter aquele “beneficio inicial”, ou seja, a pessoa não usa mais a droga para se sentir leve, bem, alegre, mas passa a usar a droga pois sem ela passa a ter sintomas fisiológicos e psicológicos fortíssimos. Isto é a síndrome da abstinência. Todo mundo sabe que se tirar a droga repentinamente de um viciado a única coisa que se consegue é fazê-lo passar muito mal, sofrer barbaridades, até com alucinações.
É por isso que todo tratamento psicológico de dependência química deve se feito juntamente com o médico. O médico trata o organismo alterado e, o psicólogo trata a causa, o que fez a pessoa se entregar as esta droga ou álcool. Mesmo que a pessoa diga: “meu problema é genético”, a medicina descobriu que algumas pessoas têm uma tolerância totalmente diferente ao álcool, mas mesmo que seu organismo responda de forma diferente ao álcool, o que te faz procurar o álcool? É uma questão mental, psicológica, e não orgânica.

Abuso de drogas x dependência química

Abuso de drogas e álcool é bem diferente de dependência de drogas e álcool. Dependência é quando seu corpo quimicamente, fisiologicamente precisa da droga para evitar os sintomas da abstinência do organismo. O abuso de droga ou álcool acontece quando a pessoa usa essa droga para reduzir ou eliminar uma emoção negativa que pode ser: ansiedade, medo, depressão, raiva ou o que for, se alguém bebe pra enfrentar a crise do pânico, para sair de casa e ir a uma festa, para conseguir conversar com alguém, tudo isso sem a muleta.
O abuso é um condicionamento de fuga, ou seja, primeiro a pessoa aprende que quando usa a droga ela se sente bem, leve, desinibido, até mais bonito, e depois de algum tempo passa a usar a droga de forma a evitar as emoções negativas. Isto é a própria fuga, é quando a bebida alcoólica não tem mais função social, ou seja, você não bebe para desfrutar do sabor da bebida, pra conversar com os amigos, ela passa a ser uma muleta para as situações que a pessoa acredita que precisa de uma ajuda. Sendo que o ideal é você saber que pode contar contigo mesmo, é ter autoconfiança e auto-estima o suficiente.

Abuso aprendido

O abuso de drogas pode ser inteiramente aprendido. As pessoas aprendem imitando alguns modelos. Os modelos podem ser os amigos, cinema, a TV, etc. Quem abusa da droga, muitas vezes apresenta transtornos emocionais como: personalidade anti-social antes de beber, não tem controle seus impulsos, fala ou faz o que lhe vem a cabeça, ansiedade generalizada, depressão e baixa intolerância a frustração. É muito freqüente que as pessoas abusem de drogas, e aqui me refiro à todos, tanto de as legais como as ilegais, mesmo as mais socialmente aceitas como álcool, maconha, fumo. É muito freqüente que as pessoas que abusam de drogas, passaram por uma série de eventos traumáticos em sua infância, as vezes abuso sexual ou físico. Não é uma regra, mas é comum. Os que abusam de droga diferente dos dependentes químicos, se beneficiam muito de terapia porque podem aprender a beber socialmente e ter bom controle no uso. O dependente não, ele nunca mais vai poder beber socialmente terminado o tratamento, o contato será ate o fim da vida. Esta é a diferença dos que abusam X dependentes.


Por que a pessoa que abusa de drogas tem excelentes resultados na Terapia Cognitiva?


Porque a terapia trabalha as cognições chave em cada caso. Se ela acredita que “não consegue se sentir bem e precisa de droga pra acabar com essa sensação ruim” ou “não sabe como lidar com o problema e se usar a droga ele consegue parar de pensar nisso” o terapeuta vai trabalhar para dar suporte e opções de forma a não mais precisar de droga como solução. O tratamento com o dependente químico é diferente. Pois uma vez que você se tornou dependente nunca mais pode usar a droga “socialmente”. A única alternativa é interromper por completo e para sempre o uso.Vocês já viram esta cena? Depois de gastar “os tubos” em tratamento o ex-viciado vai pra festa e não querendo ficar de fora do grupo, dos amigos, acaba tomando o primeiro gole. O bendito 1º gole! Isto é porque todo dependente acha que pode tudo e a qualquer hora. O dependente químico tem alta tolerância a frustração. É por isso que mesmo com todo mundo indignado, dando mil conselhos, chamando pra conversar, nada adianta! Ele não se incomoda com esta frustração de um bando de gente querendo que ele pare de beber ou usar droga. Com a pessoa que abusa da droga, mas não é dependente, acontece o contrario. Ele usa a bebida, por exemplo, pela sua baixa auto-estima, porque a bebida o faz sentir bem. Pra saber se seu caso é de dependência ou abuso de drogas é necessário que seja feito avaliação com um profissional.

Cognição do usuário de drogas


Uma forma de identificar o tipo de pensamento que a pessoa que usa drogas tem é fazendo uma analogia com um animal. Exemplo: Raposa: Tem o pensamento “posso controlar a bebida quando quiser. Posso fazer sozinho sem ajuda” “Sou esperto como uma raposa” Cordeiro: Pensa “não sou responsável. O diabo me obrigou. Ninguém me educou direito” Avestruz: “isto não é o problema, não me prejudico em nada” Borboleta: “Eu preciso de droga para me sentir bem, não consigo lidar com a vida sem ela.” Tenho certeza que tem muita gente identificando alguém que já disse alguma coisa deste estilo. A pessoa convence a si mesma e muitas vezes a família também. As vezes é mais cômodo acreditar nisso porque fazer o tratamento dá trabalho. Pensa que a droga não esta causando tanto prejuízo assim, e joga o problema pra debaixo do tapete. De toda forma um dos fatores primordiais para o sucesso da terapia é ter vontade de melhorar. Nem resfriado você cura se não houver vontade. Tem uma piadinha de terapeuta, mas que só pode ser contada por terapeuta: “Quantos terapeutas são necessários para se trocar uma lâmpada? Não importa. O importante é que a lâmpada queira ser trocada”. Isto é um pouco verdade, mas mesmo o paciente resistente, que não quer melhorar porque acaba se apegando ao ganho secundário da doença, uma hora vai se integrando e reduzindo todos seus sintomas com a terapia. Dá mais trabalho porque quem não quer melhorar desafia o terapeuta, quer provar que sua doença é mais forte que qualquer outra coisa. Mas ainda assim melhora! E no final percebe como se apegou a uma coisa que não lhe faria bem. Você achou isso esquisito: Se apegar a uma coisa que não lhe faz bem. Pense em você! Pense com tudo o que te incomoda, mas você não consegue se livrar. Esse casamento que já desabou faz tempo. Aquele “amigo” que só te explora. Por que você não se livra disso tudo? Fácil de falar, difícil de fazer. É por isso que conselho não funciona. É por isso que só “desabafo” não resolve problemas. É por isso que o psicólogo tem técnicas que te ajudam a desenrolar toda essa novela de amarguras porque só conhecer o problema não resolve, tem que saber o que fazer com isso tudo.
Ganho secundárioO ganho secundário te segura no problema, por exemplo: Todo o colo e apoio que as pessoas te dão pra compensar o problema. Já pensou nisso? Pode não parecer grande coisa, mas tem uma grande diferença! Identificar e limpar todos aqueles “carimbos” que você foi recebendo em sua mente, por todos esses anos é fundamental. Muitos destes carimbos estão ai desde a infância, foi quando você aprendeu que você vale menos, que você não é competente, é pouco inteligente, ou seja lá a bobagem que ficou lá num cantinho da sua mente, fez um estrago domado na sua vida agora. Apenas saber e conhecer estas marcas de sua mente não faz muita diferença. O que importa mesmo é saber o que fazer com tudo isso. Como modificar esses padrões. Que caminho seguir.

Refém emocional


Um elefante quando é treinado no circo, por exemplo, é amarrado a uma arvore e apanha muito pra ficar ali ao lado desta arvore. Quando cresce fica condicionado, você pode amarrá-lo num galhinho pequeno que ele não foge. Ele não acredita que pode sair dessa. E você? Que esta aí pensando estar fortemente preso aos seus sentimentos ruins. Pensando que é impossível se livrar dessa baixa auto-estima. Um dia você aprendeu que estava irremediavelmente preso a dor e a infelicidade, e agora mesmo não tendo mais o que te prende, você continua preso.

Você pode aprender a desaprender


Como por exemplo, as pessoas que tem síndrome do pânico. Só quem tem sabe o que é, uma sensação de desespero, uma taquicardia, as vezes suor frio, cada um com seu sintoma, mas em geral da uma sensação de que você precisa de alguma coisa que não sabe o que é, as vezes tem que parar o carro no meio da estrada ou na avenida, as vezes vai parar no pronto socorro só pra ouvir “você não tem nada”. Como não tem nada? Não é possível ter toda essa sensação ruim sem ter medo. O que o medico quer dizer é que “você não tem nada que consiga identificar”. Infelizmente nem todo médico tem o preparo suficiente pra diagnosticar síndrome do pânico. A pessoa sempre pensa. Porque eu tenho isso? E a coisa parece tão irreal, que dá vergonha contar pra alguém. “Se eu contar isso pra vão falar que eu sou doido”. A coisa é tão desesperadora que dá impressão que não tem solução. Mas uma das coisas que a gente trata mais rapidamente é o pânico. As vezes a pessoa chega desanimado porque já tentou de quase tudo. Já tomou um monte de remédio, e fica meio desacreditado mesmo. Mas fazendo a terapia, seguindo minhas instruções e acompanhando direitinho, a possibilidade de melhorar é altíssima de cura total é muito alta.
Concluindo...Se você usa um componente químico, bebida alcoólica, fumo, medicamento de farmácia, ou o que for procurando uma sensação de felicidade ou está atrás de perspectiva de realização. Cuidado! Mesmo as chamadas “Drogas da Felicidade” como já foi chamado o Prozac, não trazem a felicidade do jeito que você deseja. Se você precisa de uma “muleta” social. Procure se conhecer e mude esse padrão de comportamento. O uso de componentes químicos indica, que você não esta conseguido administrar suas dificuldades sozinho, e encontrar um pseudo apoio que é muito perigoso. Aprender a sentir-se bem sem uso de muletas é fundamental.