Se você é destas que se preocupam excessivamente com o que seu amado anda vendo na internet ou fazendo
antes do banho, saiba que se o assunto for filmes pornôs e masturbação não há com o que se
preocupar. Todos eles fazem isso, fizeram ou vão fazer.
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Ouça:
especialistas afirmam que não há nada de mal!
É possível explicar cientificamente a atração dos homens por
pornografia e masturbação. O psicoterapeuta sexual Oswaldo M. Rodrigues Jr.,
diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, diz que o desejo sexual é uma
motivação que conduz a diferentes comportamentos. Por isso, homens e mulheres
podem reagir de forma opostas às motivações. Ele conta que há três tipos de
desejo sexual: o pela parceira escolhida, pela pessoa socialmente idealizada e
o desejo de autoerotização. O último é conhecido como masturbação.
A pornografia muitas vezes serve como estímulo para a
autoerotização. "Amasturbação, assim como a relação sexual,
conduz ao bem-estar, à melhoria do desempenho fisiológico e profissional, à
diminuições de ansiedades diárias, ao aumento da capacidade de suportar
frustrações etc.", afirma o psicoterapeuta.
Se você não gosta, por qualquer motivo, que seu companheiro veja
filmes adultos e sinta prazer sozinho o melhor a fazer é deixar isso claro para
ele. Porém, antes de colocar o rapaz contra a parede, Dr. Rodrigues Jr.
recomenda: "A demonstração da insatisfação deve ser verbal, direta e
clara. Falar do que sente e o que lhe passa pela cabeça logo antes do que sente
ajudará a ambos elaborarem alternativas para que se mantenham juntos, se assim
o desejarem."
O psicoterapeuta lembra que os filmes eróticos muitas
vezes são usados como forma de estímulo para os homens. Mas nada impede que
você também tire proveito deles. "Ambos podem ter nos filmes pornográficos
uma estimulação a dois que culmine no prazer de ambos ao mesmo tempo",
ressalta Dr. Rodrigues Jr. A masturbação não está ligada à falta de desejo pela
parceira, muito pelo contrário. Quando há problemas na relação muitas vezes o homem
tenta deixar isso claro através da falta de interesse sexual.
Dr. Rodrigues Jr. explica: "Se a masturbação for motivada
pelo desejo de autoerotização, a estimulação a dois não satisfará a este homem.
Mas quando a comunicação efetiva do casal estiver comprometida, o negar-se ao sexo pode
conduzir à tentativa de demonstrar a insatisfação. Porém, esta forma não
produzirá a autossatisfação e, possivelmente, deixará de ocorrer em prazo
curto. Afinal não era o objetivo deste homem e não havia motivação coerente
para que a masturbação se mantivesse."
Não se esqueça que o ciúme não é
justificável. Aliás, segundo o psicoterapeuta, ele nunca é. "O ciúme é uma
emoção advinda da frustração de não controlar o outro como se gostaria de
fazer. Controlar a vida de outra pessoa sempre será frustrante", define.
Por isso, se o rapaz desejar manter este ritual sozinho, não se
preocupe, não há nada de errado. "Ambos precisam saber a que se destinam e
o quanto podem e precisam fazer para que o casal continue funcionando e tenha
uma razão para continuar juntos", finaliza Dr. Rodrigues Jr. )
Abordada
no cinema, dependência de sexo pode destruir a vida de quem sofre do problema
O filme
"Shame", lançado nos cinemas em março, tira das sombras um assunto
polêmico e espinhoso: a dependência sexual. No filme de Steve McQueen, o
publicitário Brandon (Michael Fassbender) faz sexo de maneira incontrolável e
tem a rotina abalada com a visita da irmã mais nova, Sissy (Carrey Mulligan).
Os atores Michael Douglas e David Duchovny e o jogador de golfe Tiger Woods são
notórios compulsivos, mas, longe dos holofotes, o problema não tem nem um pouco
de glamour. Pelo contrário: a pessoa perde o controle da própria vida,
desperdiça dinheiro e corre até risco de morte. Veja, a seguir, as principais
características desse cruel transtorno de personalidade:
O que é
De acordo com o psicólogo e terapeuta sexual Itor Finotelli Jr., pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa do Instituto Paulista de Sexualidade (GEPIPS), não é quantidade de sexo que caracteriza um dependente, mas a maneira com que ele lida com a sexualidade e o investimento que coloca nela. "O sexo domina a vida da pessoa. É o caso de quem passa oito horas na internet vendo imagens pornográficas para se excitar. O dia gira em torno disso", explica. O especialista ainda diz que o compulsivo sexual tem a impressão de que algo muito ruim vai acontecer com ele se não ceder aos impulsos.
Quando começa
De acordo com a psicóloga e sexóloga Regiane Garcia, as experiências vividas na adolescência podem ser cruciais para o desenvolvimento do distúrbio. "Essa fase, que marca a transição da infância para a idade adulta, é muito movida a prazer. Os jovens têm dificuldade em adiar o prazer e costumam agir por impulso. Já o adulto maduro sabe se programar e consegue lidar com a espera", explica. Para o psiquiatra Aderbal Vieira Jr., do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo, a manifestação da dependência, porém, começa a surgir por volta dos 35 anos, idade em que a pessoa já conquistou algumas coisas e desfruta de certa estabilidade.
Perfil do dependente
O sexo é, foi e sempre será um componente forte na vida da pessoa, que também apresenta baixa tolerância aos desejos e às frustrações. A maior parte dos dependentes pertence ao sexo masculino. Não há estudos conclusivos sobre os motivos, mas uma explicação plausível é que os homens desde cedo são socialmente estimulados a se interessar por sexo, o que não acontece com as mulheres. "E, em geral, os transtornos de personalidade, como é o caso da compulsão sexual, nunca andam sozinhos. Os dependentes de sexo podem fazer uso de substâncias ilícitas, ser viciados em jogo ou comida etc.", explica Itor Finotelli Jr. A depressão, via de regra, também dá as caras.
Prejuízos
E como o sexo é uma espécie de válvula de escape para um vazio que não tem fim, a angústia nunca acaba. "A pessoa vivencia um sentimento de vazio. Ela transa, mas continua mal", segundo Regiane Garcia. Esse círculo vicioso faz com que outras esferas da vida sejam negligenciadas: amizades, relacionamentos afetivos e familiares, hobbies, carreira etc. O terapeuta sexual Itor Finotelli chama atenção ainda para o ônus financeiro, já que os doentes acabam gastando muito mais dinheiro do que conseguem produzir para sustentar a dependência –pagam prostitutas, alugam grande quantidade de filmes pornôs, compram revistas e objetos eróticos, etc.
Perigos
A dependência de sexo oferece vários riscos, que vão de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) até risco de morte. "Como a pessoa tem sua capacidade de avaliação comprometida, pode se envolver com gente perigosa e desequilibrada, de conduta má", conta a sexóloga Regiane Garcia. No caso de pessoas de perfil exibicionista –que gostam de se masturbar ou transar em público– a chance de um processo e até uma prisão por atentado ao pudor é grande.
Tratamento
Em geral, tem dois anos de duração e base na psicoterapia. "Através da ajuda profissional, o paciente vai aprender a lidar melhor com seus sentimentos e desejos e, principalmente, aprender a controlar os pensamentos e impulsos. O objetivo é mudar a maneira de se relacionar com o sexo, o que faz com que a abstinência não seja o melhor método", declara o psiquiatra Aderbal Vieira Jr. Há o risco de recidivas e é comum que a pessoa continue a manter uma alta atividade sexual, mas com maior controle da autonomia e do poder de escolha, evitando situações constrangedoras ou que atrapalhem o curso normal da sua vida. Boa parte dos casos exige também o uso de medicação (antidepressivos) para controlar a compulsão e a ansiedade.
Grupo de apoio
O grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos se baseia na tradição do Alcoólicos Anônimos, inclusive com a premissa dos 12 passos (o primeiro é admitir a impotência para lidar com o problema) e pode ser uma alternativa eficaz para tratar o transtorno. "A troca de experiências entre os participantes e o apadrinhamento por alguém de um nível avançado do programa foram fundamentais na minha vida", conta o professor Leonardo (não quis revelar o sobrenome), 33 anos, membro do grupo de Belo Horizonte (MG). O apadrinhamento consiste na escolha de uma pessoa para aconselhar e orientar cada etapa. Leonardo, que faz parte do grupo há oito anos, afirma que o tratamento é contínuo, pois à medida que a pessoa vai amadurecendo ou envelhecendo novas questões podem vir à tona.
http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/04/30/abordada-no-cinema-dependencia-de-sexo-pode-destruir-a-vida-de-quem-sofre-do-problema.jhtm
O que é
De acordo com o psicólogo e terapeuta sexual Itor Finotelli Jr., pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa do Instituto Paulista de Sexualidade (GEPIPS), não é quantidade de sexo que caracteriza um dependente, mas a maneira com que ele lida com a sexualidade e o investimento que coloca nela. "O sexo domina a vida da pessoa. É o caso de quem passa oito horas na internet vendo imagens pornográficas para se excitar. O dia gira em torno disso", explica. O especialista ainda diz que o compulsivo sexual tem a impressão de que algo muito ruim vai acontecer com ele se não ceder aos impulsos.
Quando começa
De acordo com a psicóloga e sexóloga Regiane Garcia, as experiências vividas na adolescência podem ser cruciais para o desenvolvimento do distúrbio. "Essa fase, que marca a transição da infância para a idade adulta, é muito movida a prazer. Os jovens têm dificuldade em adiar o prazer e costumam agir por impulso. Já o adulto maduro sabe se programar e consegue lidar com a espera", explica. Para o psiquiatra Aderbal Vieira Jr., do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo, a manifestação da dependência, porém, começa a surgir por volta dos 35 anos, idade em que a pessoa já conquistou algumas coisas e desfruta de certa estabilidade.
Perfil do dependente
O sexo é, foi e sempre será um componente forte na vida da pessoa, que também apresenta baixa tolerância aos desejos e às frustrações. A maior parte dos dependentes pertence ao sexo masculino. Não há estudos conclusivos sobre os motivos, mas uma explicação plausível é que os homens desde cedo são socialmente estimulados a se interessar por sexo, o que não acontece com as mulheres. "E, em geral, os transtornos de personalidade, como é o caso da compulsão sexual, nunca andam sozinhos. Os dependentes de sexo podem fazer uso de substâncias ilícitas, ser viciados em jogo ou comida etc.", explica Itor Finotelli Jr. A depressão, via de regra, também dá as caras.
Prejuízos
E como o sexo é uma espécie de válvula de escape para um vazio que não tem fim, a angústia nunca acaba. "A pessoa vivencia um sentimento de vazio. Ela transa, mas continua mal", segundo Regiane Garcia. Esse círculo vicioso faz com que outras esferas da vida sejam negligenciadas: amizades, relacionamentos afetivos e familiares, hobbies, carreira etc. O terapeuta sexual Itor Finotelli chama atenção ainda para o ônus financeiro, já que os doentes acabam gastando muito mais dinheiro do que conseguem produzir para sustentar a dependência –pagam prostitutas, alugam grande quantidade de filmes pornôs, compram revistas e objetos eróticos, etc.
Perigos
A dependência de sexo oferece vários riscos, que vão de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) até risco de morte. "Como a pessoa tem sua capacidade de avaliação comprometida, pode se envolver com gente perigosa e desequilibrada, de conduta má", conta a sexóloga Regiane Garcia. No caso de pessoas de perfil exibicionista –que gostam de se masturbar ou transar em público– a chance de um processo e até uma prisão por atentado ao pudor é grande.
Tratamento
Em geral, tem dois anos de duração e base na psicoterapia. "Através da ajuda profissional, o paciente vai aprender a lidar melhor com seus sentimentos e desejos e, principalmente, aprender a controlar os pensamentos e impulsos. O objetivo é mudar a maneira de se relacionar com o sexo, o que faz com que a abstinência não seja o melhor método", declara o psiquiatra Aderbal Vieira Jr. Há o risco de recidivas e é comum que a pessoa continue a manter uma alta atividade sexual, mas com maior controle da autonomia e do poder de escolha, evitando situações constrangedoras ou que atrapalhem o curso normal da sua vida. Boa parte dos casos exige também o uso de medicação (antidepressivos) para controlar a compulsão e a ansiedade.
Grupo de apoio
O grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos se baseia na tradição do Alcoólicos Anônimos, inclusive com a premissa dos 12 passos (o primeiro é admitir a impotência para lidar com o problema) e pode ser uma alternativa eficaz para tratar o transtorno. "A troca de experiências entre os participantes e o apadrinhamento por alguém de um nível avançado do programa foram fundamentais na minha vida", conta o professor Leonardo (não quis revelar o sobrenome), 33 anos, membro do grupo de Belo Horizonte (MG). O apadrinhamento consiste na escolha de uma pessoa para aconselhar e orientar cada etapa. Leonardo, que faz parte do grupo há oito anos, afirma que o tratamento é contínuo, pois à medida que a pessoa vai amadurecendo ou envelhecendo novas questões podem vir à tona.

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