Alguns transtornos na cama podem ser causados pela diabetes. Mas
não é nada que um médico, um psicólogo ou até mesmo uma conversa não consigam
resolver. Se um homem for diabético, a ideia de impotência pode assustá-lo um
pouco mais do que o comum. Segundo pesquisas, 50% dos diabéticos acima dos 50
anos sofrem algum tipo de disfunção sexual por conta da glicose. Do outro lado
da cama, 35% das mulheres têm falta de lubrificação ou dor durante a relação
por causa da diabetes.
O urologista Sidney Glina, da
Universidade Estadual de Campinas, afirma que no homem um único fracasso pode
criar uma ansiedade tão intensa e grande que acaba levando-o à impotência
psicológica. E complementa que há saída para qualquer disfunção sexual que
possa afetar os diabéticos, mas o controle da doença é indispensável.
A impotência é a incapacidade do homem de obter ou manter a
ereção adequada para a penetração. "O que acontece é que o pênis perde a
capacidade de se encher de sangue ou de represá-lo", diz Glina. Como o
órgão precisa de um fluxo sanguíneo sete vezes maior do que o padrão para
endurecer, qualquer alteração nos vasos sanguíneos locais pode comprometer o
processo. A diabetes pega nesse ponto. "A doença provoca o estreitamento
das artérias do pênis, que já são finas por natureza", explica o
urologista.
Mulheres
O que os ginecologistas
percebem é que há, sim, algo físico nessa história. Um exemplo é a maior
propensão das diabéticas às infecções vaginais como a candidíase. A Candida
albicans é um fungo que prolifera em ambiente
úmido, ainda mais quando conta com fartura de glicose no local. Provoca ardor,
coceira e corrimento. O tratamento é tranquilo.
"Basta ficar de olho no controle glicêmico, para equilibrar a taxa de
açúcar no sangue, e usar um creme fungicida nas crises", esclarece a médica.
O fator psicológico também não
deve ser descartado, mesmo porque se sabe que as diabéticas estão mais sujeitas
à depressão. Lidar com a doença desde pequena ou receber a notícia
repentinamente, em idade mais avançada, são fatores que podem desregular a libido.
A saída pode parecer simples, mas costuma ser eficiente no relacionamento a
dois: relaxar e aproveitar a sexualidade sem levar a diabetes para a cama.

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