terça-feira, 14 de agosto de 2012

Diabetes e Sexo - Impotência Sexual e Lubrificação Vaginal


Alguns transtornos na cama podem ser causados pela diabetes. Mas não é nada que um médico, um psicólogo ou até mesmo uma conversa não consigam resolver. Se um homem for diabético, a ideia de impotência pode assustá-lo um pouco mais do que o comum. Segundo pesquisas, 50% dos diabéticos acima dos 50 anos sofrem algum tipo de disfunção sexual por conta da glicose. Do outro lado da cama, 35% das mulheres têm falta de lubrificação ou dor durante a relação por causa da diabetes.
O urologista Sidney Glina, da Universidade Estadual de Campinas, afirma que no homem um único fracasso pode criar uma ansiedade tão intensa e grande que acaba levando-o à impotência psicológica. E complementa que há saída para qualquer disfunção sexual que possa afetar os diabéticos, mas o controle da doença é indispensável.
A impotência é a incapacidade do homem de obter ou manter a ereção adequada para a penetração. "O que acontece é que o pênis perde a capacidade de se encher de sangue ou de represá-lo", diz Glina. Como o órgão precisa de um fluxo sanguíneo sete vezes maior do que o padrão para endurecer, qualquer alteração nos vasos sanguíneos locais pode comprometer o processo. A diabetes pega nesse ponto. "A doença provoca o estreitamento das artérias do pênis, que já são finas por natureza", explica o urologista.
Fora a obstrução vascular, os nervos que estimulam o órgão podem sentir a carga extra de açúcar e deixar de funcionar. É mais uma manifestação de neuropatia diabética, a mesma que costuma causar a perda de sensibilidade nos pés e nas pernas.
Para cada caso de impotência há um tratamento  específico, como medicamentos orais, injeções de prostaglandina ou prótese peniana, dependendo do diagnóstico feito pelo médico, através de testes específicos. Mesmo com tantos recursos, há pacientes com disfunção erétil que demoram, em média dois anos, para buscar auxílio.
Mulheres
Há poucos estudos relacionando a diabetes aos problemas sexuais femininos. Um deles, feito em 2008, aponta que algumas mulheres diabéticas acusaram falta de lubrificação vaginal e dor durante a relação. O número foi maior do que da parcela das mulheres que não possui diabetes. O trabalho detectou também que o número de diabéticas com problemas conjugais foi maior e que, entre todas as entrevistadas, dependentes de insulina ou não, a depressão era uma sombra sobre o relacionamento na cama. "As disfunções sexuais na mulher parecem estar intimamente relacionadas a fatores psicológicos", afirma a ginecologista Paula Enzlin.
O que os ginecologistas percebem é que há, sim, algo físico nessa história. Um exemplo é a maior propensão das diabéticas às infecções vaginais como a candidíase. A Candida albicans  é um fungo que prolifera em ambiente úmido, ainda mais quando conta com fartura de glicose no local. Provoca ardor, coceira e corrimento. O tratamento  é tranquilo. "Basta ficar de olho no controle glicêmico, para equilibrar a taxa de açúcar no sangue, e usar um creme fungicida nas crises", esclarece a médica.
Quanto à falta de lubrificação, pode estar relacionada à vinda precoce da menopausa, mais comum em diabéticas do tipo 1 ou pacientes que não monitoram a doença. Nada que um lubrificante não possa ajudar.
O fator psicológico também não deve ser descartado, mesmo porque se sabe que as diabéticas estão mais sujeitas à depressão. Lidar com a doença desde pequena ou receber a notícia repentinamente, em idade mais avançada, são fatores que podem desregular a libido. A saída pode parecer simples, mas costuma ser eficiente no relacionamento a dois: relaxar e aproveitar a sexualidade sem levar a diabetes para a cama.

http://idmed.terra.com.br/sexualidade-e-gravidez/vida-sexual-e-fertilidade/diabetes-e-sexo-impotencia-sexual-e-lubrificacao-vaginal/em-mulheres.html

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